Últimas Notícias | 26 de outubro de 2021

Ano 14, Edição 071.


“Tempo livre não significa repouso. O repouso, como o sono, é obrigatório. O verdadeiro tempo livre é apenas a liberdade de fazermos o que queremos, mas não de permanecermos no ócio.” (George Bernard Shaw, dramaturgo irlandês, Nobel de Literatura)


Leia agora em nosso boletim:


Tempo livre demais é quase tão ruim quanto pouco

PayPal oferece 45 bilhões de dólares pela Pinterest

Área de soja no Brasil é maior que a Itália

Preço da soja sobe no Brasil



Tempo livre demais é quase tão ruim quanto pouco

À medida que o tempo livre aumenta, também aumenta a sensação de bem-estar da pessoa, mas apenas até certo ponto. Tempo livre demais também pode ser uma coisa ruim, garante uma equipe de psicólogos da Universidade da Pensilvânia, nos EUA. "As pessoas costumam reclamar de estar muito ocupadas e expressam que querem mais tempo. Mas, na verdade, mais tempo está relacionado a uma maior felicidade? Constatamos que a falta de horas discricionárias no dia resulta em maior estresse e menor bem-estar subjetivo; no entanto, embora pouco tempo seja ruim, ter mais tempo nem sempre é melhor," detalhou a professora Marissa Sharif. A equipe analisou os dados de 21.736 adultos que participaram de uma pesquisa de âmbito nacional nos EUA sobre o tempo livre intitulada American Time Use Survey. Os participantes forneceram um relato detalhado do que fizeram nas 24 horas anteriores, indicando a hora do dia e a duração de cada atividade, e relataram sua sensação de bem-estar.




Resultados da pesquisa

Os dados mostraram que, à medida que o tempo livre aumentava, o bem-estar também aumentava, mas esse bem-estar estabilizou-se em cerca de duas horas e começou a diminuir após cinco horas de tempo livre. As correlações em ambas as direções foram estatisticamente significativas. Os pesquisadores também analisaram dados de 13.639 trabalhadores que participaram do Estudo Nacional sobre Mudanças na Força de Trabalho, onde os participantes também foram questionados sobre a quantidade de tempo livre e seu bem-estar subjetivo. Mais uma vez, níveis mais elevados de tempo livre estavam significativamente associados a níveis mais elevados de bem-estar, mas apenas até certo ponto - depois desse ponto, o excesso de tempo livre não foi associado a maior bem-estar.


Investigação

Para investigar o fenômeno, os pesquisadores realizaram dois experimentos online envolvendo mais de 6.000 participantes, com tempos livres indo de baixo (15 minutos por dia), moderado (3,5 horas por dia) a alto (7 horas por dia). Os participantes de ambos os grupos de tempo livre baixo e alto relataram bem-estar inferior ao do grupo de tempo livre moderado. Os pesquisadores descobriram que aqueles com pouco tempo livre se sentiam mais estressados do que aqueles com uma quantidade moderada, contribuindo para um menor bem-estar, mas aqueles com altos níveis de tempo livre se sentiam menos produtivos do que aqueles no grupo moderado, levando-os a também ter menor bem-estar.


Conclusão

“Nossos resultados sugerem que ter dias inteiros livres para preencher a critério próprio pode deixar essa pessoa igualmente infeliz. Em vez disso, as pessoas deveriam se esforçar para ter uma quantidade moderada de tempo livre para gastar como querem. Nos casos em que as pessoas se deparam com uma quantidade excessiva de tempo livre, como aposentadoria ou abandono do emprego, nossos resultados sugerem que esses indivíduos se beneficiariam em gastar seu tempo recém-adquirido com um propósito," disse Sharif.


(Texto extraído do artigo científico entitulado “Having Too Little or Too Much Time is Linked to Lower Subjective Well-Being”, dos autores Marissa A. Sharif, Cassie Mogilner, e Hal E. Hershfield, publicado no Journal of Personality and Social Psychology)

OCT


PayPal oferece 45 bilhões de dólares pela Pinterest

A empresa de pagamentos on-line PayPal estaria em negociação para adquirir a rede social Pinterest por cerca de 45 bilhões de dólares, em uma transação que poderá resultar em uma das maiores aquisições deste ano, disseram fontes com conhecimento do assunto. O conselho de administração do Pinterest recebeu oferta em ações do PayPal valendo US$ 70 cada, do PayPal, que aproveita o preço elevado de seus papéis como moeda de troca. As ações do Pinterest deram um salto de mais de 13% com a notícia divulgada inicialmente pela Bloomberg. Os papéis do PayPal caíram mais de 5%. A alta da cotação dos papéis deu ao Pinterest um valor de mercado de mais de US$ 40 bilhões. As notícias sobre as conversações de um acordo com a PayPal ocorrem uma semana depois que Evan Sharp, cofundador e chefe de projeto do Pinterest, anunciou que estava deixando o cargo.


A PayPal - Recentemente comprou a Paidy, um empresa japonesa de pagamentos que adota o sistema “compre agora, pague depois”, por 2,7 bilhões de dólares, num momento em que tenta ingressar no serviço financeiro de grande sucesso que permite que os consumidores alonguem suas dívidas por certo período, geralmente sem pagar juros. A empresa tem usado o sólido preço de suas ações, que cresceram mais de 150% desde a baixa recorde de março de 2020, para alimentar sua estratégia de aquisições, a fim de se tornar um superaplicativo como o chinês WeChat, que oferece pagamentos e também funciona como plataforma de rede social. Em julho, Dan Schulman, presidente da PayPal, disse que “o superaplicativo de carteira do consumidor” está sendo distribuído nos Estados Unidos com recursos de poupança, comércio eletrônico, criptomoeda e serviços de mensagens. A empresa, além disso, está nos estágios iniciais de montagem de uma plataforma de transações com ações.


O Pinterest - Tem mais de 450 milhões de usuários que podem postar imagens de seu interesse em painéis e enviá-los a seus contatos. O grupo também tem aprofundado sua investida no comércio eletrônico com novas ferramentas de compras. Desde sua estreia na bolsa, em abril de 2019, as ações do Pinterest quase triplicaram de preço. Beneficiou-se inicialmente da pandemia, quando os consumidores passaram a fazer compras on-line, mas a empresa teve dificuldades em manter o impulso. Em julho, a demonstração de resultados do Pinterest ficou aquém das expectativas, com um crescimento do número de usuários inferior ao previsto, ocasionando uma perda de valor de mercado estimada em 8 bilhões de dólares em um único dia. (Blog Televendas & Cobrança)


Área de soja no Brasil é maior que a Itália

O crescimento da agricultura entre 1985 e 2020 impressiona: as áreas mapeadas de algumas lavouras anuais, como soja e milho, triplicaram; lavouras perenes, como café e citrus, tiveram expansão semelhante (2,7 vezes); no caso da silvicultura, o crescimento foi de cinco vezes. Estes são alguns dos dados obtidos pelo MapBiomas por meio da análise de imagens de satélite entre 1985 e 2020. O levantamento inclui novas categorias de uso da terra: além da soja e da cana, apresentando dados sobre algumas áreas mapeadas de café e citrus, dados de irrigação com pivô central e arroz irrigado. A área total de agricultura mapeada no Brasil passou de 19 milhões de hectares em 1985 para 55 milhões de hectares em 2020. Desse total, 36 milhões são de soja. Sozinha, ela ocupa 4,3% do território nacional - área equivalente a toda a República do Congo e superior a países como Itália, Vietnã ou Malásia. Metade desse total está no Cerrado, onde ela avançou sobre 16,8 milhões de hectares nos últimos 36 anos.


A área de agricultura no Brasil - A área total ocupada pela agricultura é ainda maior. Além das áreas mapeadas diretamente como cultivo agrícola, existe uma fração indefinida das áreas mapeadas como mosaico de agropecuária (45,3 Mha) que também incluem cultivos agrícolas não perenes assim como parte das áreas de cultivos perenes como café, cacau e citrus que ainda não foram mapeados. O mesmo vale para silvicultura que tem um nível de omissão de 30% que se refere a áreas que podem estar ainda classificadas como floresta ou mosaico agropecuário. Na Amazônia, o crescimento da soja se deu a partir do início dos anos 2000 e somou 5,2 milhões de hectares, ou 14% do total nacional. Lá, o recente avanço sobre vegetação nativa pode ser observado no lavrado - área com características de cerrado que existe dentro do bioma no estado de Roraima. Outros 26% da área de soja do país ficam na Mata Atlântica, onde a soja se expandiu por 7,9 milhões de hectares entre 1985 e 2020.


A agricultura nos biomas brasileiros - O crescimento da área ocupada pela agricultura pode ser observado em todos os biomas brasileiros, mas de forma mais acentuada no Cerrado: o dado mais recente mostra que quase metade (42%) da agricultura do Brasil está no Cerrado. Entre 1985 e 2020, a área de agricultura no Cerrado cresceu 464%. Em segundo lugar, vem a Mata Atlântica, que representa 34% da área de agricultura, seguida por Amazônia e Pampa, com 11% cada. O Pampa é o bioma com a maior parcela do território ocupado pela agricultura mapeada (31%). O Cerrado é o bioma de maior crescimento da agricultura e que tem a maior área dedicada à atividade, é também um dos mais frágeis às alterações do regime pluviométrico e uma das regiões de maior risco climático.


Conversão da vegetação natural em agricultura - "De forma geral, o que se percebe em todos os biomas é que não há necessidade de converter vegetação natural em áreas lavráveis porque já há muita terra aberta com aptidão agrícola e o Cerrado não é exceção", afirma Moisés Salgado, da equipe do MapBiomas responsável pelo levantamento de agricultura e diretor de tecnologia na Agrosatélite. "Com exceção da Amazônia e Mata Atlântica, os demais biomas possuem poucas unidades de conservação demarcadas, o que dificulta o trabalho de recuperação das paisagens. Isso reforça a necessidade de conservação das áreas de vegetação nativas restantes, especialmente do Cerrado, que já perdeu metade de sua cobertura original", destaca.


Agricultura irrigada - A evolução da área irrigada mapeada mostra um crescimento de 293%, passando de 819 mil hectares em 1985 para 3.217 mil hectares em 2020. A área de irrigação por pivôs centrais, que respondia por apenas 8,5% do total de área irrigada em 1985, é responsável por 45,7% em 2020. Nesse período, a superfície de água do país teve uma retração de 3,1 milhões de hectares. Desde o começo dos anos 1990, o Brasil perdeu 15% de sua superfície de água. As bacias hidrográficas com maior índice de uso de água por pivô central são Paracatu (MG), Alto São Francisco (BA) e Alto Paranapanema (SP), as três com retração da superfície de água nas últimas três décadas. "Embora a irrigação seja a alternativa para o agricultor quando há deficiência hídrica, ela não é autorizada em casos de crises, como a que o país enfrenta agora", explica Moisés. "A tendência é de diminuição da água no Brasil, por isso o uso mais conservador da água na agricultura é fundamental para o sucesso futuro da atividade", completa.


Cana-de-açúcar - O levantamento do MapBiomas mostra que, no caso da cana de açúcar, o crescimento da área mapeada foi de 291% entre 1985 e 2020, ano em que essa lavoura ocupava 9 milhões de hectares, o equivalente a um quarto da área de soja.


Café e citrus - As áreas de café foram mapeadas nos estados com maior área plantada, como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Paraná e Goiás. No total, o crescimento da área mapeada foi de 43% nas últimas três décadas, alcançando 804 mil hectares em 2020. O levantamento de citrus foi feito no estado de São Paulo e mostra um total de 31 mil hectares em 2020.


Silvicultura - Teve um crescimento de cinco vezes na área mapeada, passou de 1,4 milhões de hectares em 1985 para 7,5 milhões de hectares em 2020. Os estados com maior área mapeada de silvicultura são Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. (Portal AGROLINK)

BRASIL


Preço da soja sobe no Brasil

Enquanto o preço internacional da soja tem a maior queda do ano, no Brasil o ritmo de negociações envolvendo a soja melhorou nos últimos dias, tanto no spot nacional quanto para entrega nas safras 2021/22 e 2022/23. Segundo os pesquisadores do Cepea, esse aquecimento esteve atrelado ao aumento da demanda externa, especialmente da China, e às valorizações dos contratos na CME Group, ou da Bolsa de Chicago, e do dólar frente ao Real. Diante disso, os preços da soja voltaram a subir no mercado nacional e praticamente recuperaram as perdas da primeira quinzena do mês. De acordo com os dados do boletim do Cepea, entre 15 e 22 de outubro, os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná registraram expressivas altas de 3,6% e de 2,5%, com respectivos fechamentos a R$ 174,62/sc e a 170,58/sc de 60 kg. Ressalta-se que, até o dia 15 deste mês, os Indicadores acumulavam quedas de 4% e de 3%, e com as recentes altas, ambos passaram a apresentar pequena baixa de 0,55%. (Portal AGROLINK)



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