Últimas Notícias | 10 de dezembro de 2021

Ano 14, Edição 079.


“Saúde não é tudo, mas tudo é nada sem saúde.”

Sócrates

Leia agora em nosso boletim:


Taxa Selic sobe para 9,25%: o que isso significa?

Amil vende carteira de planos individuais. Como ficam os beneficiários?

Roche finalizes repurchase of shares from Novartis

Caixa abre linha de crédito para energia solar

Brasil abre novos mercados para 45 produtos do agro

Agro paulista exporta 16 bilhões de dólares em 2021

Taxa Selic sobe para 9,25%: o que isso significa?

A taxa básica de juros da economia passou de 7,75% para 9,25% ao ano. Esse foi o sétimo aumento promovido pelo Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central, que tenta controlar a inflação do país. A decisão foi divulgada na quarta-feira, 8. A maioria dos analistas do mercado financeiro já esperava o aumento de 1,5 ponto percentual. A escalada da inflação, puxada pelo aumento nos preços dos combustíveis, transportes, energia, vestuário, entre outros, foi o principal motivo para o reajuste. A subida da taxa de juros tem a intenção de tornar mais caro o crédito e, assim, reduzir o consumo para frear a inflação. A expectativa é que a Selic continue a subir ao longo de 2022, podendo chegar a 12% no segundo semestre de 2022.



Por que a taxa Selic sobe? A pressão inflacionária e a alta do dólar são os principais motivos para o Banco Central subir a taxa básica de juros. Em 2021, a Selic passou por sete reajustes, passando de 2%, em março, para 9,25% em dezembro. O Banco Central usa a taxa Selic para controlar a inflação. Assim, quando a Selic sobe, os juros cobrados nos financiamentos, empréstimos e cartões de crédito ficam mais altos. Isso desestimula o consumo e, em teoria, favorece a queda da inflação. Da mesma forma, a alta da taxa Selic também impacta o câmbio. Em outras palavras, ela interfere no valor do real frente às moedas estrangeiras. No longo prazo, a tendência é de que o aumento dos juros favoreça a valorização do real perante o dólar. Mas está funcionando? O problema é que os reajustes feitos até agora na taxa de juros não estão sendo suficientes para controlar a inflação. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial do país, está em 10,67%. Esse é o maior índice para um intervalo de um ano desde janeiro de 2016 (10,71%). Os números são do IBGE.


Outro efeito colateral da alta da Selic é a desaceleração da economia. O Produto Interno Bruto do Brasil caiu 0,1% no terceiro trimestre em comparação aos três meses anteriores, também segundo o IBGE. O PIB mede a atividade econômica do Brasil e funciona como um termômetro da economia. Ele é calculado a partir da soma de todos os produtos e serviços finais produzidos em um país. Quando a taxa Selic sobe, empréstimos, parcelamentos ou financiamentos ficam mais caros. As empresas também têm mais dificuldades na hora de tomar crédito, o que também pode contribuir, por exemplo, com o desemprego. Quando isso acontece, temos o cenário chamado de estagflação, que é estagnação econômica com inflação. O Copom está atento à desaceleração da economia, e por isso já existe no mercado a expectativa que os próximos aumentos da taxa Selic, a partir da reunião dos dias 1º e 2 de fevereiro, sejam mais brandos.


Amil vende carteira de planos individuais. Como ficam os beneficiários?

A UnitedHealth, dona da operadora de saúde Amil, fechou acordo com a empresa de reestruturação financeira Fiord Capital para se desfazer de sua carteira de clientes com contratos individuais. A carteira inclui cerca de 370 mil beneficiários, em sua grande maioria idosos. O tema levanta dúvidas a respeito dos direitos dos beneficiários na transação. Apesar de controversa do ponto de vista do direito do consumidor, a venda da carteira de clientes é permitida por lei e não é rara no mercado de saúde suplementar, dizem os advogados. No entanto, os beneficiários devem ficar atentos para ter seus direitos garantidos. “Quem comprar a carteira tem que manter as condições do contrato atual. Se houver algum problema, é importante que o consumidor denuncie junto ao PROCON e à ANS-Agência Nacional de Saúde Suplementar. Se nada disso resolver, ele pode procurar o judiciário”, afirma Tatiana Viola de Queiroz advogada especialista em direito à saúde e direito do consumidor.


Garantia dos direitos dos beneficiários - Um dos principais pontos de atenção é a rede credenciada que será oferecida pela nova empresa. “A empresa tem que manter os mesmos serviços que a anterior oferecia, ou oferecer equivalentes na mesma região”, afirma Queiroz. Caso tenha problemas nesse sentido, o beneficiário pode buscar uma portabilidade especial para outro plano de saúde junto à ANS. Caso contrário, ele fica sujeito às regras gerais de portabilidade, que exigem dois anos de contrato com a operadora de origem.


O papel da ANS - O advogado Rafael Robba, que também é especializado em direito à saúde e atua no escritório Vilhena Silva Advogados, lembra que, em 2013, a Golden Cross vendeu sua carteira de clientes para a Unimed-Rio, gerando uma série de disputas judiciais devido a divergências entre as redes credenciadas das duas operadoras. “Muitos beneficiários tiveram o tratamento interrompido porque o hospital onde estavam sendo atendidos não estava mais na rede credenciada. Isso é muito grave”, afirma. Para que a situação não se repita no caso da Amil, Robba afirma que é fundamental uma atuação efetiva da ANS na transação. “O momento para a ANS exigir transparência da nova operadora é agora, para que eles apresentem um plano de ação, indiquem se vai ter substituição de rede credenciada e como os tratamentos em andamento serão garantidos. Tudo isso tem que ser comunicado previamente, o consumidor não pode ser surpreendido”, diz Robba.


Mercado fechado para planos individuais - Aos consumidores que não estiverem satisfeitos com o novo plano e queiram mudar de operadora, o advogado prevê dificuldades em encontrar um produto equivalente, com contrato individual. “O mercado está totalmente fechado para planos individuais, são poucas as operadoras”, afirma. A Prevent Senior, uma das poucas operadoras que trabalha com planos individuais com foco em idosos, seria um destino provável para os beneficiários insatisfeitos. Mas a operadora pediu a suspensão da venda de 27 dos seus planos de saúde. (Portal EXAME - Mariana Desidério)


Roche finalizes repurchase of shares from Novartis

Roche (SIX:RO,ROG) has announced that it has completed the repurchase of 53.3 million shares held by Novartis (NYSE:NVS) for a total consideration of $20.7 billion. In early November, the companies had announced that they had agreed to a bilateral transaction related to the sale of the shares. Roche intends on canceling the repurchased shares after the transaction is complete. “With this transaction, we regain full strategic flexibility without compromising our operational scope of action,” said Christoph Franz, Roche chairman of the board of directors. Roche had previously stated that the transaction would not affect its communicated outlook for 2021. In related news, Novartis CEO Vas Narasimhan said the company plans on developing an oral therapy that would target an array of coronaviruses. (Pharmaceutical Processing World newsletter - Brian Buntz)


Caixa abre linha de crédito para energia solar

A Caixa Econômica Federal deve lançar uma linha de crédito destinada ao financiamento exclusivo de energia solar sustentável, ainda este ano. O crédito deve se destinar às pessoas físicas, e arcar, inclusive, com os custos de instalação. O crédito pessoal “Caixa Energia Renovável” terá uma taxa de juros a partir de 1,17% ao mês, e a cota de financiamento será de 100% do projeto, que limitará a capacidade de pagamento do proponente. Diante do aumento na conta de luz dos brasileiros, por conta da crise hídrica que o Brasil enfrenta, os consumidores procuram a cada dia mais, por soluções rápidas e eficientes para conter o aumento nos preços de suas contas. A alternativa mais viável, é buscar o sistema de geração de energia solar. Entretanto, apesar de ele ser uma boa alternativa, o custo do investimento é considerado elevado pela a maioria dos consumidores.


A nova linha de crédito da Caixa - De acordo com o Portal Solar, o valor médio de instalação de painéis de energia solar pode ser de 10 mil reais em residências, e até 30 mil reais nas redes comerciais. Ademais, além dos custos de instalação, há também os valores de manutenção e de aprovação da concessionária de energia. Por conta disso, muitas pessoas buscam financiamentos para ter acesso a esse serviço. A CEF financiará os custos, com prazo de até 60 meses para o cliente pagar pelo empréstimo. Inclusive, o banco dará um período de carência de 6 meses. Além disso, a linha de crédito para instalar energia solar disponibilizará duas formas diferentes. Uma delas será sem garantias, e outra com caução de aplicações financeiras, para quem possui aplicações em renda fixa pela Caixa. (Blog Televendas & Cobrança)


Brasil abre novos mercados para 45 produtos do agro

O esforço diplomático do Ministério da Agricultura já resultou na abertura de mercados para 45 produtos brasileiros do agronegócio em pelo menos 15 países. O balanço foi atualizado pela ministra Tereza Cristina, em fala no Global Halal Brazil Business Forum, organizado pela Câmara de Árabe-Brasileira e pela Fambras-Halal, na cidade de São Paulo. Ainda segundo Tereza Cristina, o Brasil se consolidou como o maior produtor e exportador de alimentos halal, voltados ao consumidor muçulmano, obtendo participação de 75% em alguns mercados, sobretudo nos segmentos de proteínas bovina e avícola. "Já somos os principais fornecedores do produto halal aos países da OCI-Organização para Cooperação Islâmica. Temos buscado uma linha de trabalho para aumentar nossas exportações, junto a novos mercados e com diversificação", afirmou Tereza Cristina em fala viabilizada por conexão remota diretamente de Brasília.


Os mercados abertos à exportação do agronegócio brasileiro - De 2019 até novembro deste ano, o Brasil obteve 167 aberturas de mercados para produtos brasileiros, segundo dados do Ministério de Relações Exteriores. O resultado é creditado pela pasta à criação de setores agrícolas em pelo menos 46 embaixadas e consulados do Brasil ao redor do mundo, que se somam aos 120 já existentes. O levantamento destaca ainda que o Egito lidera a lista de liberações recentes, com a admissão de oito novos produtos brasileiros, entre eles o feijão, cortes de frango, caprinos e ovinos vivos, lácteos e miúdos bovinos. O país árabe, que tem com o MERCOSUL acordo de livre comércio, comprou do Brasil de janeiro a outubro deste ano 882,66 milhões de dólares em produtos, a maior parte alimentos.


Agro paulista exporta 16 bilhões de dólares em 2021

O agronegócio de São Paulo acumula bons resultados neste ano. No acumulando de janeiro a outubro apresentou aumento nas exportações de 10,0%, alcançando 15,87 bilhões de dólares, e nas importações alta de 10,4%, totalizando 3,72 bilhões de dólares. Com estes resultados, obteve-se superavit de 12,15 bilhões de dólares, 9,9% superior ao mesmo período de 2020. A participação das exportações do agronegócio paulista no total do estado é de 36,3%. Os dados foram compilados pelo IEA-instituto de Economia Agrícola, a partir de levantamento do Ministério da Economia.


As exportações paulistas - Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista foram: complexo sucroalcooleiro (US$5,42 bilhões sendo que, desse total, o açúcar representou 86,7% e o álcool 13,3%), complexo soja (US$2,31 bilhões), setor de carnes (US$2,18 bilhões dos quais a carne bovina respondeu por 85,9%), grupo de sucos (US$1,34 bilhão, dos quais 96,2% referentes a sucos de laranja) e produtos florestais (US$1,33 bilhão, com participações de 52,4% de papel e 32,4% de celulose). O grupo de café, tradicional nas exportações paulistas, aparece na oitava colocação (US$554,41 milhões, dos quais 71,1% referentes ao café verde). O agregado dos cinco principais grupos representou 79,2% das vendas externas setoriais paulistas.


As exportações sucroalcooleiras paulistas – Dentre os grupos relevantes, o sucroalcooleiro é o que apresenta a maior participação (34,1%) nas exportações paulistas. No total, o grupo cresceu 2,8% em valores e caiu 13,2% em volumes exportados, devido ao desempenho das vendas externas do açúcar (principal item do grupo) com aumento de 5,6% em valores e queda de 11,9% em volume, resultado que mostra a valorização do preço dessa commodity em 2021. Para o álcool, os embarques apresentaram quedas de 12,6% em valores e de 27,1% em volume, quando comparados com o mesmo período de 2020. Os destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos de participação dos países, os resultados apontam como principais compradores: China (16,0%), Nigéria (7,3%), Argélia (6,0%), Arábia Saudita (5,5%), Coreia do Sul e Bangladesh (5,3% cada), Estados Unidos (4,6%), Malásia e Indonésia (4,4% cada) e Marrocos (4,1%), os demais países (37,1%).


Previsões para 2021 - Neste ano as previsões para as exportações indicam que os valores podem variar entre 18,4 bilhões de dólares (cenário mais realista) a 19,1 bilhões de dólares (cenário mais otimista), crescimento entre 6,6% a 10% em relação ao ano de 2020. Para o saldo do agro, as projeções são de saldo positivo entre 13,9 a 14,6 bilhões de dólares. (portal AGROLINK)



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