Últimas Notícias | 04 de agosto de 2021

Atualizado: Ago 11

Ano 14, Edição 050.


“A maneira como os bancos ganham dinheiro é tão simples que é repugnante.” (John Galbraith, economista americano)


Leia agora em nosso boletim:

BC deverá bancar a maior alta de juros em 18 anos

Repugnância - O que não se pode vender

Venda on-line dobra e já detém 21% do varejo

Bayer suspende venda de sementes de soja na Argentina



BC deverá bancar a maior alta de juros em 18 anos

Confirmada a expectativa do mercado, e de economistas de bancos nacionais e estrangeiros, o Copom deverá elevar a Selic em 1 ponto, para 5,25%, maior nível desde setembro de 2019. Roberto Campos Neto tem um desafio e tanto nesta semana: preservar a credibilidade do Banco Central que preside, sinalizar que a autonomia conquistada em lei aprovada pelo Congresso e promulgada pelo presidente Jair Bolsonaro é para valer, contornar prováveis ataques ao COPOM - Comitê de Política Monetária e evitar eventual confronto com o Palácio do Planalto. A tarefa é pesada e exigirá extraordinário jogo de cintura porque a determinação do BC de conter maior deterioração das expectativas de inflação não está de mãos dadas com a disposição do governo de gastar com programas assistenciais, como o aumento do valor do Bolsa Família que, combinado a uma dívida bilionária de precatórios, pode estourar o teto de gastos em 2022 e minar a já frágil confiança dos investidores na política econômica, às vésperas de eleição presidencial. (Portal Exame In)


Repugnância - O que não se pode vender

Você estaria disposto a vender um rim, ou ser pago para passar um tempo em um encontro com uma pessoa desconhecida? Se não, você não está sozinho. Muitas pessoas acham moralmente repugnante a ideia de vender e comprar órgãos humanos, doutorados, o direito de adotar crianças e várias outras coisas. Mas, além das convenções sociais, quais são os mecanismos psicológicos por trás desses sentimentos? Quais aspectos de uma transação as pessoas consideram mais repugnantes? Cientistas alemães respondem estas perguntas em recente estudo científico. "Nosso objetivo era descobrir as diretivas psicológicas dos sentimentos de repugnância das pessoas em relação a essas transações," explica a professora Christina Leuker, do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano, na Alemanha. "Uma vez que saibamos o que torna uma transação de mercado moralmente repugnante aos olhos do público, estaremos em uma posição melhor para prever como as pessoas podem responder a novas transações, como aquelas decorrentes de avanços tecnológicos no campo da engenharia genética humana."



Repugnância social - Para iluminar a psicologia da repugnância social, a equipe científica fez duas pesquisas, nas quais 1.554 voluntários julgaram 51 transações de mercado em termos de 22 características, incluindo a repugnância. Entre os pontos abordados estavam até que ponto a transação provoca raiva ou repulsa, se ela é considerada prejudicial à sociedade, se afeta a dignidade do vendedor ou se deixa as pessoas expostas à exploração. As duas pesquisas apresentaram padrões semelhantes de julgamentos de repugnância entre os entrevistados. Três transações - venda de direitos para caçar animais ameaçados de extinção, venda de noivas e venda de direitos de voto - geraram a mais forte desaprovação coletiva. Além disso, os pesquisadores identificaram cinco aspectos que parecem estar subjacentes aos sentimentos de repugnância. O principal deles é o ultraje moral: Quanto mais ultraje moral uma transação desencadeia, mais repulsa e raiva as pessoas sentem, menos empatia elas têm por aqueles que estão envolvidos na transação, e mais elas pensam que a transação é prejudicial para a sociedade.


Quatro outros fatores de repugnância identificados - (1) até que ponto as pessoas desejam que uma transação seja regulamentada; (2) até que ponto o valor de uma transação pode ou não ser convertido em um valor monetário; (3) até que ponto a transação pode explorar indivíduos desfavorecidos; e (4) até que ponto os vendedores estão expostos a riscos desconhecidos ou são incapazes de antecipar totalmente as consequências da transação.


Ações contra transações comerciais repugnantes - Os pesquisadores também identificaram incompatibilidades entre a repugnância julgada de uma transação e seu status legal atual. "Por exemplo, os entrevistados do Reino Unido consideraram o comércio de emissões de carbono e a venda de licenças para atirar em animais raros altamente repugnantes, embora ambos sejam legais em seu país," disse Leuker. "Tais incompatibilidades podem ser motivos para os formuladores de políticas reavaliarem essas transações."


Terceirização da moral - "As transações que provocam graus semelhantes de repugnância pública podem fazer isso por razões muito diferentes, e isso tem implicações para as intervenções políticas," disse o pesquisador Ralph Hertwig. "Por exemplo, se o motivador principal de repugnância em relação a uma transação é que ela deixa indivíduos desfavorecidos abertos à exploração, uma resposta política eficaz pode ser voltada para proteger aqueles que são vulneráveis. Se o risco desconhecido for a principal causa de repugnância, a política pode, em vez disso, concentrar-se em reduzir e comunicar claramente os riscos potenciais." Empresas "terceirizam a moral" para não seguir sustentabilidade.


(Texto extraído do artigo científico entitulado “What makes a market transaction morally repugnant?” dos autores Christina Leuker, Lasare Samartzidise, e Ralph Hertwig, publicado na revista Cognition)


Venda on-line dobra e já detém 21% do varejo

As vendas feitas pela internet da maioria do varejo brasileiro já representam, em média, um quinto do total das transações do setor após quase um ano e meio de pandemia. É o que indica um estudo recente da Fundação Getúlio Vargas sobre o tema. O levantamento, que abrange 745 empresas do setor pesquisadas até junho desse ano foi feito a partir de recorte especial da Sondagem do Comércio da FGV. Na pesquisa, o percentual médio de vendas on-line, no total das transações de empresas do varejo ampliado ficou, em média, em 21,2% em junho de 2021, sendo que esse percentual era de 9,2% antes da pandemia, de acordo com pesquisas anteriores da Fundação. As vendas pela internet contempladas no estudo incluem tanto canais on-line quanto o fechamento de negócios via WhatsApp e mostram que a crise causada pela Covid-19 acelerou a entrada de varejistas no comércio digital no País, segundo Rodolpho Tobler, economista da FGV responsável pela pesquisa. Ele não descartou possibilidade de que essa fatia, de cerca de um quinto das vendas do varejo, agora realizadas em modo virtual, permaneça nessa magnitude, mesmo em pós-pandemia.


O estudo da FGV - Para calcular a média, o estudo da FGV usou o conceito de varejo ampliado, que inclui veículos motos e peças; material para construção; hiper e supermercados; tecidos vestuário e calçados; móveis e eletrodomésticos e outros varejistas, como farmácias e livrarias. Ao detalhar levantamento, Tobler comentou que, antes da pandemia, o varejo no país já mostrava tendência crescente de direcionar vendas para canais on-line. Porém esse processo era feito de forma mais lenta, ponderou o economista. Um aspecto citado por ele. e demonstrado no estudo, é a diversidade nos resultados de fatias de vendas realizadas via internet, dependendo do segmento. O especialista comentou que a média encontrada no levantamento é resultado da combinação de parcelas altas e baixas, e que também englobam características de demanda dos respectivos segmentos, em meio à pandemia.


Materiais de construção - No estudo, a parcela média de vendas on-line para esse segmento, até junho de 2021, ficou em 26,6%, ou seja, acima da média para varejo ampliado, delimitada na pesquisa. Tobler lembrou alta de demanda por materiais de construção na pandemia. Com aumento de restrições de circulação social, estratégia para inibir contaminação pela doença -, muitas pessoas ficaram mais em casa e realizaram obras.

Ao mesmo tempo, esse segmento, além de grandes redes conta também com lojas de pequeno porte, que vendem por intermédio do WhatsApp.


Hipermercados e supermercados – Esta parcela ficou abaixo da média, em torno de 15,9% na pesquisa. “É importante lembrar que os supermercados nunca fecharam durante a pandemia”, comentou. O técnico disse ainda que, no caso desse segmento específico, mesmo com opção de entregas nas compras via internet hoje, a frequência de clientes nas lojas físicas não diminuiu tanto quando em shoppings, por exemplo.


O humor dos varejistas - O impacto das vendas on-line nos negócios do comércio, em meio à Covid-19, foi tão forte que acabou por afetar humor do varejista no período, acrescentou o especialista.


O varejo não se adaptou para vender virtualmente - Para Tobler, o comércio varejista não conseguiu se adaptar para vender de forma virtual, e prevê, em breve, o retorno à “quase normalidade” anterior dos negócios. O pesquisador lembrou recente avanço da vacinação no País, com recuos nos números de óbitos e de casos da doença, comparado com o começo do ano. Com a melhora de cenário sanitário, o comércio com presença física pode ter maior reação até o término de 2021, ponderou. (Jornal Valor Econômico)


Bayer suspende venda de sementes de soja na Argentina

A Bayer anunciou a suspensão de seus negócios de sementes de soja e biotecnologia na Argentina a partir da safra 2021/22. “Com uma pressão de insetos menor do que outras regiões, a Argentina representou aproximadamente 10% da área total semeada com Intacta RR2 PRO na América do Sul em 2020/2021”, disse a multinacional em comunicado. “O plano é reorientar os investimentos na Argentina para projetos lucrativos e inovadores, focados na promoção da transformação digital e de novos modelos de negócios, tais como a plataforma digital Orbia, ou Carbon Initiative”, justifica a Bayer. A empresa garante que buscará uma transição ordenada para acompanhar seus clientes e parceiros. “Com mais de 100 anos de experiência no país, a Bayer agradece a todos que participaram e apoiaram o negócio de sementes de soja e biotecnologia na Argentina e reitera seu compromisso de oferecer soluções integrais aos produtores por meio de seus negócios de milho, proteção de safras e agricultura digital”, explicam.


As sementes com a tecnologia Intacta ainda não se esgotaram na Argentina - A Bayer acrescentou que, embora deixe de fornecer sementes de soja na Argentina, outras empresas que têm estoques da tecnologia Intacta continuarão comercializando até o esgotamento. Juan Farinati, Chefe de Operações Comerciais da Bayer Crop Science Cone Sul, destacou que “a agricultura argentina já é uma das mais sustentáveis do planeta, mas ainda há espaço para melhorias. Quando intensificamos o manejo por meio de práticas agronômicas sustentáveis, aumentamos a possibilidade de extrair o valor real de cada germoplasma, produzindo cada vez com mais responsabilidade”. (Portal AGROLINK)K)


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