Últimas Notícias | 25 de março de 2022

Ano 15, Edição 015


"Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido." (Fernando Pessoa)


Quantos passos diários de caminhada são necessários para viver mais

Uma meta-análise de 15 estudos científicos, envolvendo quase 50.000 pessoas de quatro continentes, trouxe novas informações para identificar a quantidade de passos diários que garantem uma boa saúde e a maior longevidade, e se o número de passos é diferente para pessoas de diferentes idades. O frequentemente repetido mantra de "10.000 passos por dia" surgiu de uma campanha de propaganda feita décadas atrás para um pedômetro japonês, sem nenhuma ciência para respaldar aquele número. Como a propaganda fez efeito e a expressão virou sabedoria popular, inúmeros cientistas se voltaram para a questão, sendo que esta nova análise coroa esses esforços, resumindo o que se concluiu para criar uma mensagem de saúde pública baseada em evidências sobre os benefícios da atividade física.



E então, quantos passos? A equipe internacional confirmou que caminhar mais, ou dar mais passos por dia, de fato ajuda a diminuir o risco de morte prematura. Mais especificamente, para adultos com 60 anos ou mais, o risco de morte prematura se estabilizou em cerca de 6.000 a 8.000 passos por dia, o que significa que mais passos do que isso não proporcionam nenhum benefício adicional para a longevidade. Adultos com menos de 60 anos viram o risco de morte prematura se estabilizar em cerca de 8.000 a 10.000 passos por dia. "Então, o que vimos foi essa redução incremental no risco de morte à medida que os passos aumentam, até se estabilizar. E o nivelamento ocorreu em diferentes valores de passo para adultos mais velhos e mais jovens," resumiu a professora Amanda Paluch, da Universidade de Massachusetts, nos EUA.


Caminhe sem pressa - Curiosamente, a pesquisa não encontrou uma associação definitiva entre a longevidade e a velocidade da caminhada, mas somente com a distância percorrida por dia. Ou seja, dar os seus passos, independentemente do ritmo com que você os percorreu, foi o único indicador para um menor risco de morte. "A principal lição a se levar para casa é que há muitas evidências sugerindo que se movimentar um pouco mais é benéfico, principalmente para aqueles que estão fazendo muito pouca atividade. Mais passos por dia são melhores para sua saúde. "E o benefício em termos de risco de mortalidade fica em torno de 6.000 a 8.000 para adultos mais velhos e 8.000 a 10.000 para adultos mais jovens," reforçou Paluch.


(Texto extraído do artigo científico entitulado “Daily steps and all-cause mortality: a meta-analysis of 15 international cohorts”, dos autores: Amanda E. Paluch, Shivangi Bajpai, David R. Bassett, Mercedes R. Carnethon, Ulf Ekelund, Kelly R. Evenson, Deborah A. Galuska, Barbara J. Jefferis, William E. Kraus, I-Min Lee, Charles E. Matthews, John D. Omura, Alpa V. Patel, Carl F. Pieper, Erika Rees-Punia, Dhayana Dallmeier, Jochen Klenk, Peter H. Whincup, Erin E. Dooley, Kelley Pettee Gabriel, Priya Palta, Lisa A. Pompeii, Ariel Chernofsky, Martin G. Larson, Ramachandran S. Vasan, Nicole Spartano, Marcel Ballin, Peter Nordström, Anna Nordström, Sigmund A. Anderssen, Bjorge H. Hansen, Jennifer A. Cochrane, Terence Dwyer, Jing Wang, Luigi Ferrucci, Fangyu Liu, Jennifer Schrack, Jacek Urbanek, Pedro F. Saint-Maurice, Naofumi Yamamoto, Yutaka Yoshitake, Robert L. Newton, Shengping Yang, Eric J. Shiroma, e Janet E. Fulton, publicado na revista The Lancet Public Health)


New leather made from bread-eating fungus

Researchers have found a way to turn food waste into sustainable fake leather using fungi. Unlike cotton, leather and other petroleum-based products, we have plenty of food waste. According to Feeding America, we waste 108 billion pounds of food each year in the U.S. For the experiment, researchers fed fungi unsold supermarket bread. As it fed on the bread, it produced microscopic natural fibers. The scientists harvested the fibers and spun them into a yarn that could be used in clothing. Some of the cells were also dried out to make paper-and leather-like materials. Who knows? Your next handbag, wallet or pair of chaps could feature fungus fashion. Next, the group will work on thicker versions to more closely mimic real animal leather. The researchers will present their results at the spring meeting of the ACS-American Chemical Society. ACS Spring 2022 is a hybrid meeting being held virtually and in-person March 20-24, with on-demand access available March 21-April 8. (Manufacturing.Net newsletter)


Agronegócio brasileiro dispara em 2022

O agronegócio brasileiro registrou saldo positivo de US$ 9,3 bilhões na balança comercial em fevereiro de 2022, de acordo com o IPEA-Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Crescimento é de 78,8% em relação aos valores de fevereiro de 2021 e 20,8% frente ao mês anterior, janeiro de 2022. De acordo com o relatório, as exportações do setor fecharam fevereiro em US$ 10,5 bilhões, com aumento de 64,5% na comparação com mês do ano passado, e o valor das importações foi de US$ 1,2 bilhão, com aumento de 2,0% frente a igual mês do ano anterior. “Os resultados acumulados em doze meses se mostraram ainda mais expressivos. O valor das exportações do agronegócio teve alta de 27,1% ante igual período do ano anterior e o valor das importações de 8,0%, contribuindo para a alta de 30,1% no saldo da balança comercial do setor, o que corresponde a US$ 113,6 bilhões neste período”, aponta o Ipea.


O preço das commodities - O aumento das exportações no mês de fevereiro é justificada em parte, explica o órgão oficial, devido à “forte elevação dos preços internacionais das principais commodities da pauta exportadora brasileira. O preço internacional da soja e do milho estão próximos das máximas históricas. Como resultado, em fevereiro, o valor mensal das exportações ficou acima do registrado em qualquer mês de 2019 e 2020”.


Destaques - Um dos destaques fica por conta da carne bovina, cuja demanda aquecida deve contribuir para a manutenção dos altos valores das exportações desse produto em 2022. O café também apresentou crescimento das quantidades exportadas, após quedas mensais seguidas entre julho de 2021 e janeiro de 2022. “Além da alta em valor na maior parte das commodities exportadas, dez dos quinze produtos acompanhados pelo Grupo de Conjuntura da Dimac também apresentaram alta na quantidade exportada. A principal contribuição para o desempenho de fevereiro vem do complexo da soja e da carne bovina, com as maiores variações em relação a fevereiro de 2021: soja em grãos (137,0%), farelo de soja (52,8%), óleo de soja (30,0%) e carne bovina (42,0%)”, conclui o IPEA. Assim como as exportações, as importações do agronegócio em fevereiro também apresentaram alta, com crescimento de 2,0%. O destaque foi o trigo, principal produto da pauta, com crescimento de 10,9% em quantidade e 26,5% em valor. (Portal AGROLINK)


Entrega de fertilizantes bate recorde no Brasil

As entregas de fertilizantes ao consumidor final somaram 45,855 milhões de toneladas de janeiro a dezembro do ano passado, alta de 13% ante o ano anterior (40,564 milhões de toneladas). Em dezembro, as entregas atingiram 3,314 milhões de toneladas, 0,1% acima de igual mês do ano anterior. Os dados, da ANDA-Associação Nacional para Difusão de Adubos, são os mais recentes divulgados pela entidade. Desde 2019, a ANDA tem apresentado os números de entregas de adubos no Brasil com atraso.


Adubos intermediários - A produção nacional de fertilizantes intermediários aumentou 7,3% em 2021, para 6,990 milhões de toneladas. Foram 663,95 mil toneladas de adubos intermediários produzidos em dezembro, 20,5% acima de igual mês do ano anterior. A importação de adubos intermediários aumentou 19,3% no ano passado, para 39,201 milhões de toneladas. Só em dezembro foram importados 3,560 milhões de toneladas, 20,4% acima de igual período de 2020. As exportações do produto em 2021 totalizaram 683,83 mil toneladas, alta anual de 17,1%. Em dezembro, o volume exportado chegou a 40,37 mil toneladas, queda de 32% na comparação anual.


Para dobrar a produção de potássio na Amazônia

A empresa canadense de fertilizantes Brazil Potash propôs dobrar sua capacidade de extração de potássio, atingindo mais de cinco milhões de toneladas por ano em sua unidade na localidade de Autazes, na Amazônia. O projeto já foi alvo do Ministério Público em 2016, quando os promotores recomendaram a suspensão da licença porque a tribo indígena Mura não havia sido consultada sobre o projeto. A ampliação foi discutida essa semana entre os executivos da Brazil Potash em reunião com a ministra da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Ela fez durante a semana passada um giro pelo Canadá visitando os principais fornecedores daquele país visando reduzir a dependência do país das importações de fertilizantes da Rússia, Ucrânia e Bielorrússia, países afetados pela guerra e por sanções econômicas.


Entrave - Se confirmada a ampliação para cinco milhões de toneladas por ano, essa produção atingiria quase metade da necessidade brasileira de potássio. Esse seria um projeto com duração de cerca de três anos, mas precisa de liberação do licenciamento ambiental para sair do papel, o que é o maior entrave do momento, de acordo com o banco de investimentos Forbes & Manhattan, que é o proprietário do Brazil Potash. “Nossa opinião é que as sanções impostas à Rússia e à Belarus não terão vida curta”, disse a Brazil Potash em comunicado enviado à agência de notícias Reuters. A empresa garante que a ampliação da exploração do potássio não implicaria em maior impacto ambiental, pois o sal separado do mineral na planta de processamento de superfície seria devolvido ao subsolo.


JBS entra no mercado de fertilizantes com fábrica em SP

A JBS entrou para o segmento de fertilizantes com a criação da Campo Forte, empresa de sua divisão de Novos Negócios que irá produzir insumos orgânicos, organominerais e especiais. A fábrica localizada em Guaiçara, no interior de São Paulo, demandou 134 milhões de reais em investimento e terá capacidade para produzir anualmente 150 mil toneladas de produtos, a partir de resíduos gerados nas operações da companhia. A iniciativa amplia a atuação da JBS na economia circular, em linha com o compromisso Net Zero 2040, que pretende zerar o balanço líquido das suas emissões de gases causadores do efeito estufa até esse ano. “Essa inauguração reforça o propósito sustentável da JBS e é mais uma iniciativa de economia circular do Grupo, que dará um destino correto aos resíduos de suas operações, gerando um produto com valor agregado, a partir de um processo industrial altamente tecnológico e sustentável”, afirma a diretora-executiva da JBS Novos Negócios, Susana Carvalho.


A Campo Forte – A operação atenderá tanto empresas como os consumidores finais, com uma proposta de venda consultiva e técnica, apoiada por análises laboratoriais e suporte na tomada de decisão de compra. De acordo com a empresa, o produtor rural terá à disposição uma linha de fertilizantes que promove aumento de produtividade, potencializa os nutrientes e reduz perdas, com menor impacto ao meio ambiente. Inicialmente, a Campo Forte vai priorizar os esforços de venda para as culturas da soja, milho, café, cana-de-açúcar e hortifrútis, além de pastagens e florestas. “Hoje, 87% do volume de fertilizantes consumidos no Brasil são provenientes de importação. Isso traz uma grande oportunidade para expansão da empresa”, afirma Susana Carvalho. (Portal Canal Rural)



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