Últimas Notícias | 11 de março de 2021

Ano 14, Edição 013.


"A razão pela qual algumas pessoas acham tão difícil serem felizes é porque estão sempre julgando o passado melhor do que foi, o presente pior do que é, e o futuro melhor do que será." (Marcel Pagnol, escritor e cineasta francês)


Leia agora em nosso boletim:


Pandemia traz de volta antigos valores e atividades

É possível escolher um futuro desejável?

Cinco fatos do agro para acompanhar em março

Americana adquire multinacional de biocontrole



Pandemia traz de volta antigos valores e atividades

Os valores, atitudes e atividades das pessoas mudaram drasticamente durante a covid-19. Pesquisadores das universidades da Califórnia de Los Angeles e de Harvard, nos EUA analisaram como dois tipos de atividade na internet mudaram nos EUA dez semanas antes e dez semanas depois de 13 de março de 2020, a data em que o governo americano declarou a covid-19 uma emergência nacional. Uma dessas atividades foram as pesquisas no Google; a outra foi a formulação de mais de meio bilhão de palavras e frases postadas no Twitter, em blogs e fóruns na internet. O levantamento mostrou que a pandemia inspirou um ressurgimento de valores voltados para a comunidade, com as pessoas pensando mais em apoiar umas às outras.


Mudanças - O uso da palavra "ajuda" no Twitter aumentou 37% no período, enquanto o uso da palavra "compartilhar" aumentou 24%. A pesquisa também revelou que o uso da palavra "sacrifício" mais do que dobrou no Twitter desde antes da pandemia até o período após 13 de março. "A palavra sacrifício era um ausente completo na cultura dos EUA antes da covid," disse a professor Patricia Greenfield. A mudança, escreveram os autores, significa que os norte-americanos passaram a dar mais valor ao bem-estar dos outros, mesmo que isso significasse colocar suas próprias vidas em risco. Um exemplo foi a disposição das pessoas em participar das grandes manifestações do movimento Vidas Negras Importam - Black Lives Matter, mesmo em meio à pandemia.


Preocupações com a morte e com pão - A atividade na internet também revelou um aumento dramático nas preocupações das pessoas com a mortalidade. Depois de 13 de março, quando o número de mortos começou a aumentar dramaticamente, a atividade de busca pela palavra "sobreviver" aumentou 47%, "cemitérios" em 41%, "enterrar" em 23% e por "morte" em 21%. E, durante as 10 semanas após a declaração de emergência, houve 115% mais menções no Twitter à frase "medo da morte" do que nas 10 semanas anteriores. Curiosamente, de todas as palavras que os pesquisadores analisaram, aquela cujo uso mais aumentou durante a pandemia foi "massa fermentada", uma vez que fazer pão se tornou um passatempo da moda conforme as pessoas passaram a ser instruídas a ficar em casa. "Dado que o pão é considerado o alimento mais básico, o fato de os aumentos em 'massa fermentada' e 'assar pão' serem tão grandes nas pesquisas do Google e nas redes sociais sugere que o motivo de sobrevivência é um fator importante na mudança de valores e atividades durante a pandemia," disse Greenfield.


Influências duradouras nos mais jovens - Quanto tempo vão durar essas mudanças? Greenfield acredita que as tendências comportamentais provavelmente serão revertidas à medida que a ameaça da covid-19 diminuir e as pessoas se sentirem mais prósperas e seguras. No entanto, com base nas consequências da grande recessão de 2007 a 2009, ela prevê que as mudanças serão mais duradouras para os adolescentes e para as pessoas na faixa dos 20 anos, cujos valores são mais propensos a serem moldados pela pandemia. "Talvez isso signifique que a juventude de hoje vai, no futuro, criar um país mais afinado em compartilhar e ajudar os outros, ou apenas que assar pão sempre terá um lugar especial em nossos corações," acrescentou o professor Gabriel Evers, membro da equipe.


(Texto extraído do artigo científico “Covid-19 shifts mortality salience, activities, and values in the United States: Big data analysis of online adaptation”, dos autores: Noah F.G. Evers, Patricia M. Greenfield, Gabriel W. Evers, publicado na revista Human Behavior and Emerging Technologies)


É possível escolher um futuro desejável?

Conforme o mundo vai mais ficando mais complexo, mais incomum, mais se deseja que o futuro seja do jeito que esperávamos no passado. Afinal de contas o futuro ficou tão estranho, que ficamos com saudades da época em que o futuro era sinônimo de otimismo e progresso. É possível encontrar muitas metodologias que prometem o tal “futuro perfeito” que se encaixa, como um sapato, no pé de cada um. Geralmente estas metodologias partem de dados e pesquisas. Este tipo de metodologia funcionava quando os mercados estavam parecidos, a concorrência estava dominada e os clientes eram todos conhecidos. Neste caso, é possível desenhar um futuro desejável a partir das informações disponíveis. E depois bastava colocar os times para perseguir este futuro. O futuro não é mais o mesmo como era antigamente. Mas também não ficou incerto.


Sentindo o mundo - Cada um sente o mundo de um jeito. Alguns sentem que o mundo está mais volátil, mis incerto e mais ambíguo que antigamente. Por outro lado, outros o percebem como incomum, inovador, ou simplesmente mais digital. O sentimento com relação ao mundo pode variar conforme o tamanho da sua âncora enterrada naquele mundo estável que não existe mais. Naquele mundo em que descansam os nossos paradigmas. Do meu Google, paradigma significa algo que serve como modelo ou padrão.


O futuro tecnológico e o perú - No século XX, por exemplo, no trabalho escolhíamos uma profissão aos 19 anos para o resto das nossas vidas, portanto, a carteira assinada fazia sentido. Nos negócios, com estabilidade, era possível a partir de um forte senso de propósito encantar colaboradores e os clientes. Isto já trazia, por si só, um diferencial competitivo. Uma boa maneira para entendermos o perigo de induzir o futuro é a história do perú. Nos últimos três anos, a ave é bem tratada. Se pudéssemos perguntar o que esperar do futuro, é bem capaz que o perú nos diga, com base no histórico, que continuará engordando. Sabemos, no entanto, como isto termina. Na véspera, a ave fica sem pescoço e vira uma bela refeição no Natal. É da estabilidade passada que ainda temos muitas estratégias empresariais que conhecemos hoje. Áreas de qualidade faziam sentido nesta realidade. Bastava repetir que já estava bom. A busca pela eficiência operacional era, e para muitas empresas ainda é, o grande diferencial estratégico competitivo. Daqui se originou o “futuro tecnológico”.


A pandemia e as mudanças - Do surgimento de tantas novas tecnologias, se prevê que entraremos cada vez mais em uma nova “revolução industrial”. Existe a fantasia de que alguma próxima tecnologia (pode ser IA, computação quântica, carros autônomos, 5G….você pode escolher qualquer uma que estiver de plantão) mudará tudo aquilo que sabemos sobre a sociedade e a relação entre os seres humanos. Na pandemia temos tido mudanças de tecnologia, com mais produtos e serviços à distância, onde e quando o cliente quiser. Por outro lado, também temos maior adaptação no comportamento do consumidor. Mais delivery, mais lives, mais trabalho remoto, mais cursos online, mais trabalho colaborativo via aplicativos, mais digital. A tecnologia que surgiu na pandemia permitiu que a demanda do cliente continuasse a ser atendida. Alguns negócios tiveram e continuarão a ter que se adaptar mais, e outros menos, para continuar atendendo os clientes. De modo geral, temos que nos adaptar rapidamente a uma nova realidade para atender a demanda dos clientes.


Eficiência nos diagnósticos - Para entender o futuro é preciso entender a demanda. Esta demanda pode sofrer alteração por conta da tecnologia, mas ainda assim as pessoas continuam precisando se alimentar, trabalhar, estudar, cuidar dos seus entes queridos. É tão ou até mais importante olhar para a demanda do que para a oferta. A tecnologia só vai ajustar o que uma determinada demanda necessite para ser atendida. Quanto mais você perceber a demanda, melhor será a oferta. O mercado inverte isto. Afinal, no futuro, ainda teremos demandas dos nossos clientes que precisarão ser atendidas. Conversar com especialistas, líderes empresariais, fazer design thinking sem mudar os seus paradigmas sobre a nova realidade de clientes empoderados não fará você ir adiante. O que nos trouxe até aqui, não garante melhores decisões sobre o futuro disruptivo. É a partir daí que começa a nossa jornada sobre o futurismo da experiência do cliente. Precisamos parar de pensar fora da caixa. Precisamos antes de tudo, de um diagnóstico do que está acontecendo e para onde estamos caminhando. Há forte necessidade no país por profissionais que desenvolvem diagnósticos mais eficientes. Sem inquietos, não há inovação! (Blog Televendas e Cobrança - Francisco Sarkis)


Cinco fatos do agro para acompanhar em março

“Que momento impressionante do agronegócio”. A afirmação é do professor Marcos Fava Neves, titular em tempo parcial das faculdades de Administração da USP em Ribeirão Preto e da EAESP/FGV em São Paulo. De acordo com ele, que também é especialista em planejamento estratégico do agronegócio, no mercado de commodities - estatísticas do Valor Data - os preços da soja e do milho na Bolsa de Chicago fecharam o mês de fevereiro de 2021 com altas na ordem de 50% e 40%, respectivamente, em comparação aos valores do mesmo mês no ano passado. “Outras commodities negociadas na bolsa de Nova York também tiveram crescimento significativos, como o açúcar (+10%), o suco de laranja (+15%), o café (+20%) e o algodão (+30%). Esse comportamento se sustenta pela expectativa de recuperação econômica mundial, políticas monetárias e fiscais, enfraquecimento do dólar e aumento da inflação”, aponta ele. Os cinco fatos do agro para acompanhar em março, de acordo com Fava Neves, são:


Regime de chuvas na segunda safra do milho - Com as chuvas praticamente consolidadas na primeira safra, agora é na segunda que reside a preocupação principal, com ênfase no milho e em suas produtividades e produções. Fora isso, observar os atrasos de colheita da primeira safra devido às chuvas, aumentando ainda mais o risco da segunda. O clima também está perturbando a Argentina.


Demanda mundial - As importações na Ásia e outros países em carnes, grãos e outros produtos, além de um possível novo surto de peste suína africana na China a ser observado.


A recente instabilidade política - A situação da Petrobras e sua influência sobre o otimismo, crescimento e principalmente taxa de câmbio.


A segunda onda da Covid-19 - O processo de vacinação, os mecanismos de apoio e a garantia de renda e a performance do mercado consumidor;


A mega safra norte-americana - As expectativas de plantios, áreas e produtividades da mega safra norte-americana. Qualquer problema climático trará graves consequências nos preços. (Portal AGROLINK - Leonardo Gottems)


Americana adquire multinacional de biocontrole

A empresa norte-americana Gowan Company, que fabrica defensivos agrícolas, anunciou que celebrou um acordo vinculativo para comprar todas as ações da empresa italiana Piemme de Giorgio Basile e dos outros acionistas. A Piemme é o acionista controlador da Isagro, fabricante e desenvolvedora de defensivos agrícolas, incluindo bioracionais de baixo impacto ambiental. Segundo a Gowan a transação é o primeiro passo para a compra pela Gowan Company de todas as ações da Isagro. As duas empresas já possuem acordos de distribuição em vigor. Em 2014, a americana anunciou a distribuição exclusiva do fungicida Domark 230 ME, fabricado pela Isagro. A Isagro é proprietária de ingredientes ativos, incluindo hidróxido /oxicloreto de cobre, tetraconazol e kiralaxil. Era a única empresa cotada na Itália no setor de defensivos agrícolas, um nome histórico, ligado à figura de seu fundador, Giorgio Basile. “A complementaridade entre Gowan e Isagro garante a continuidade da missão da Isagro no setor agro-farmacêutico”, disse ele. A empresa vende para mais de 70 países, com receitas consolidadas de 105 milhões de euros.


Aquisições da Gowan - A empresa americana fez outras aquisições na área de biocontrole recentemente. A empresa comprou as ações restantes da EcoFlora Agro, com sede na Colômbia, por meio de sua subsidiária no Reino Unido em fevereiro de 2019. A empresa fabrica fungicidas, inseticidas, herbicidas, acaricidas e reguladores de crescimento, além de sementes e fertilizantes. “Esperamos expandir as oportunidades comerciais, especialmente integrando a profundidade de fabricação e ciência nas instalações do Grupo Isagro. Essas competências adicionais são fundamentais para posicionar Gowan conforme as práticas agrícolas globais evoluem”, destaca Juli Jessen, CEO do Gowan Group.


Ambas as empresas têm atuação no Brasil – Gowan e Isagro têm escritórios em São Paulo. A Isagro Brasil nasceu no ano de 2004 em um processo de internacionalização. Em 2017 se estruturou para atuar diretamente no mercado brasileiro na construção de uma rede de distribuidores regionais com uma linha de produtos inovadores à base de cobre e no desenvolvimento de bioestimulantes. A Gowan atuava no Brasil por meio da empresa Cross Link e em maio de 2019 comprou a empresa, marcando sua entrada no mercado de agroquímicos brasileiro. (Portal AGROLINK - Eliza Maliszewski)


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