Últimas Notícias | 06 de dezembro de 2021

Ano 14, Edição 078.


“Ninguém é suficientemente competente para

governar outra pessoa sem o seu consentimento.”

Abraham Lincoln


Leia agora em nosso boletim:


Nova York obrigará vacinação a todos os funcionários de empresas privadas

Família dona da Maersk compra a Unilabs, empresa de testes para Covid-19

Preços dos grãos devem se acomodar

Exportações do agro crescerão 20% em 2021

Nova York obrigará vacinação a todos os funcionários de empresas privadas

A cidade de Nova York deu mais um passo às restrições a moradores que não se vacinaram. O prefeito democrata Bill de Blasio anunciou nesta segunda-feira, 6, que todos os funcionários do setor privado na cidade mais populosa dos Estados Unidos serão submetidos a uma vacinação obrigatória contra o coronavírus a partir de 27 de dezembro. "Aqui, em Nova York, decidimos lançar um ataque preventivo contra o coronavírus para fazer algo ousado de modo a parar a propagação da covid e os riscos que representa para todos", disse De Blasio à rede de televisão MSNBC.


Obrigatoriedade - Todos os trabalhadores do setor privado de Nova York passam a ter de se vacinar obrigatoriamente a partir de 27 de dezembro. A medida deve afetar quase 184.000 empresas e comércios. Nacionalmente, o presidente dos EUA, Joe Biden, também tenta uma ordem de vacinação obrigatória, mas somente em empresas com mais de 100 funcionários. A medida do governo federal deveria entrar em vigor em 4 de janeiro, mas está atualmente suspensa pela justiça após processos de estados conservadores. Também foi anunciado hoje que a partir de 27 de dezembro os moradores maiores de 12 anos deverão apresentar comprovante de vacinação para entrar em uma série de espaços, como restaurantes e teatros. As medidas mais rigorosas vêm em meio à preocupação com a variante Ômicron do coronavírus, confirmada em ao menos 15 estados dos EUA. Na semana passada, a Prefeitura já havia decretado estado de emergência na cidade Nova York, de 8 milhões de habitantes.



O novo prefeito de Nova York - De Blasio, que é do Partido Democrata e está no governo de Nova York desde 2014, termina seu mandato em 31 de dezembro. Ele será substituído por Eric Adams, ex-policial eleito em novembro, também do Partido Democrata. Nova York, a maior cidade dos Estados Unidos, foi particularmente afetada pela pandemia em 2020, com ao menos 34.000 mortes. (Portal EXAME.In, com informação da AFP - Agência France Presse)


Família dona da Maersk compra a Unilabs, empresa de testes para Covid-19

O valor não foi revelado, mas, segundo notícia da Bloomberg News do mês passado, a transação poderia chegar a uma cifra de 5 bilhões de dólares. O grupo AP Moller Holdings, responsável por investir o patrimônio bilionário da família dona da Maersk, acertou a compra da Unilabs, rede de medicina diagnóstica e fabricante de testes para covid-19. O objetivo é aumentar a participação dos investidores no setor de saúde. A empresa-mãe da A.P. O Moller Group assinou um acordo para adquirir a Unilabs de fundos aconselhados pela Apax. As partes concordaram em não divulgar detalhes da transação. A transação está sujeita à aprovação das autoridades de concorrência relevantes.


A Unilabs - É uma fornecedora europeia líder de serviços de diagnóstico médico, que combina experiência em laboratório, patologia e imagem para pacientes e cuidadores, empregando 12.600 pessoas, e operando mais de 200 laboratórios e 180 centros de imagem em 15 países. A Unilabs teve receitas de 2,0 bilhões de euros e um EBITDA de 600 milhões de euros nos 12 meses que terminaram em setembro de 2021. A extensa rede de laboratórios clínicos, centros de coleta de sangue e centros de imagem da Unilabs em toda a Europa e mercados emergentes selecionadoscom atividades significativas no Oriente Médio e na América Latina realiza testes laboratoriais de 210 milhões e exames de imagem de 4 milhões anualmente. (Jornal Valor Econômico)


Preços dos grãos devem se acomodar

Os mercados futuros já estão precificando uma grande safra de soja para o Brasil e, embora com maior incerteza devido à previsão de chuvas e também maiores custos de fertilizantes, uma grande safra de milho. A avaliação é de analistas da corretora XP Investimentos. Os últimos relatórios da CONAB-Companhia Nacional de Abastecimento estimaram uma safra de 142 milhões de toneladas para a oleaginosa na safra 2021/22, um aumento de 3,4% sobre a temporada passada. Já para o milho, a CONAB projetou 117 milhões de toneladas, com crescimento de 34,1% na comparação anual. “As margens devem se contrair para níveis históricos, mas devido à eficiência operacional de cada empresa e também às estratégias de hedge, tanto para vendas de grãos quanto para compra de fertilizantes, podemos ver resultados mistos, já que a melhoria da produtividade deve ajudar a compensar isso. O desempenho da safra dos EUA e o apetite da China podem trazer volatilidade para 2022”, apontam os analistas da XP.


Riscos - Os fatores de riscos para os grãos, de acordo com o relatório da corretora, estão na taxa de câmbio: “A maioria das commodities agrícolas é influenciada pela taxa de câmbio e se o real valorizar em relação ao dólar, isso pode afetar a receita da empresa”. Eles destacam também o clima, após a pior estiagem em 100 anos, que afetou fortemente a safra de inverno de milho. “Esperamos uma recuperação positiva da produtividade, mas o La Niña também deve ser um fator a ser considerado, tanto para o milho quanto para a soja, e pode trazer mais volatilidade”.


Preços - Para os analistas, o ciclo das commodities indica uma acomodação nos preços para o “médio prazo à medida que a oferta se recupera após vários anos de mercado climático”. Por fim, a XP indica que um fator cada vez mais importante é a chamada “pressão ambiental”. “Embora esperemos que as empresas dentro de nossa cobertura usem apenas o desmatamento legal usual no setor, podemos esperar mais pressão dos investidores para que todas as empresas atinjam o desmatamento legal zero no futuro”.


Exportações do agro crescerão 20% em 2021

Dados divulgados pelo IEA-Instituto de Economia Agrícola mostram que as exportações brasileiras do agronegócio tiveram avanço no período de janeiro a outubro de 2021. A alta foi de 19,5% na comparação com o mesmo período de 2020, alcançando 102,36 bilhões de dólares, ou seja, 43,4% do total nacional. Já as importações cresceram 21,8% no período, registrando 12,65 bilhões de dólares, ou 7,1% do total nacional. O superavit do agronegócio foi de 89,71 bilhões de dólares no período, sendo 19,2% superior na comparação com o período de janeiro a outubro do ano passado. Na análise do IEA os números mostram que o comércio exterior brasileiro só não foi deficitário devido ao bom desempenho do agronegócio, uma vez que os demais setores da economia, com exportações de 133,44 bilhões de dólares e importações de 164,65 bilhões de dólares, produziram um deficit de 35,21 bilhões de dólares nos primeiros dez meses de 2021. No entanto a participação das exportações do agronegócio no total nacional recuou 6,0 pontos percentuais, e a das importações caiu 1,0 p.p. no período analisado.


Principais produtos exportados - Em relação aos grupos de produtos os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio brasileiro nos dez primeiros meses de 2021 foram: complexo soja (43,71 bilhões de dólares, sendo 82,2% de participação da soja em grãos), carnes (16,89 bilhões de dólares, com as carne bovina, de frango e suína representando desse total, respectivamente, 47,3%, 36,7% e 13,4%), produtos florestais (11,30 bilhões de dólares, com participações de 48,2% de celulose e 38,4% de madeira), complexo sucroalcooleiro (8,38 bilhões de dólares, dos quais 89,5% de açúcar) e grupo de café (4,96 bilhões de dólares, sendo o café verde com participação de 90,9%). Esses cinco grupos agregados representaram 83,2% das vendas externas setoriais brasileiras.


Versus 2020 - Na comparação com os meses de janeiro a outubro de 2020, houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para os grupos complexo soja (30,0%), carnes (19,8%), produtos florestais (19,7%), café (15,0%) e complexo sucroalcooleiro (5,0%). Desses grupos relevantes, o complexo soja, que apresenta a maior participação (42,7%), registrou aumentos em valores (30,0%) e queda no volume exportado (0,5%) em relação ao mesmo período do ano anterior. O principal produto desse grupo, a soja em grão, teve elevação de 28,7% em valores e queda de 0,6% em volume. A China representa 58,3% das compras desse grupo, seguida por União Europeia (14,7%) e Tailândia (5,0%); os demais países importadores somam 22,0%.


Carnes - O grupo de carnes, que tem a segunda posição na pauta brasileira, apresentou avanço de 19,8% em valores e 7,0% em volume. A carne bovina teve crescimento de 15,8% em valores e queda de 3,2% em volume exportado. Com resultado expressivo mostram-se a carne suína (21,2% e 13,2%) e a carne de frango (24,5% e 9,8%), com aumentos em valores e volume, respectivamente. Nesse grupo, a China se destacou como principal destino e representa 36,6% das compras de carnes; na sequência aparecem Hong Kong (8,0%), União Europeia (4,6%), Japão, Chile e Emirados Árabes Unidos (4,4%) e Arábia Saudita e Estados Unidos (4,3%), enquanto os demais países somam 29,1% de participação.


Produtos florestais - O grupo produtos florestais aparece na terceira posição na pauta brasileira, apresentando variações positivas em valores (19,7%) e em volume exportado (7,0%). Destaca- se expressivo aumento do valor e volume da madeira (47,9% e 27,6%, respectivamente), enquanto a celulose apresentou ganhos em valores (8,1%) e queda na quantidade (2,0%). Já o papel apresentou variações positivas para valores (2,9%) e negativas para volumes (4,9%) nas exportações dos primeiros dez meses de 2021 quando confrontados com igual período de 2020. Os principais países importadores desse grupo são Estados Unidos (26,9% de participação), China (23,2%) e a União Europeia (18,0%). Os demais países participam com 31,9%.


Açúcar e álcool - Para o grupo sucroalcooleiro, os resultados do período de janeiro a outubro de 2021 apresentaram crescimento em valores (5,0%) e queda nas quantidades embarcadas (9,6%). O açúcar teve aumentos para valores (6,7%) e queda no volume (8,8%) no período analisado. Para o álcool etílico, os resultados apresentaram-se negativos de 8,0% e 22,0% para valores e quantidades embarcadas em comparação com o mesmo período de 2020. Assim como o Estado de São Paulo, os destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos de participação dos países. Os resultados apontam a sequência composta por China (14,9%), Argélia (7,0%), Nigéria (6,4%), Bangladesh (5,7%), Canadá e Malásia (4,4%), Arábia Saudita (4,3%) e Estados Unidos (4,1%); outros países importadores somam 48,8% de participação.


Café - O grupo do café apresenta ganho em valores (15,0%) e em quantidade (2,9%), sendo o café verde o principal produto, com variações positivas de 17,0% em valores e de 3,1% em quantidades exportadas pelo país. Quanto às participações dos países destinos das exportações em valores, a União Europeia representa 44,2% desse grupo, Estados Unidos com 19,0%, Japão com 7,3% e Rússia com 2,9%. Os demais países somam 26,5% de participação.


Previsão do agro para 2021 - Depois de decorridos os dez primeiros meses de 2021 e considerando o bom desempenho das variações positivas do agro brasileiro de 19,5% nas exportações e de 19,2% no saldo comercial se mantenha nos próximos meses, o cálculo da projeção para o final de 2021 é o valor das exportações possa ficar próximo a 120,37 bilhões de dólares e o saldo do agro em 104,47 bilhões de dólares, novo recorde brasileiro ultrapassando as maiores marcas para as exportações do ano de 2018 de 101,17 bilhões de dólares e do saldo comercial do agro de 2020 de 87,65 bilhões de dólares. (Portal AGROLINK)



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