Últimas Notícias | 26 de janeiro de 2022

Atualizado: 17 de mar.

Ano 15, Edição 004.


"Na vida, nós devemos ter raízes, e não âncoras. Raiz alimenta, âncora imobiliza. Quem tem âncoras vive apenas a nostalgia e não a saudade. Nostalgia é uma lembrança que dói, saudade é uma lembrança que alegra."

(Mario Sérgio Cortella)



Leia agora em nosso boletim:


Luva com sensor detecta pesticidas diretamente nos alimentos

OCDE aprova convite para Brasil iniciar negociação de adesão à entidade

Coca-Cola Femsa compra engarrafadora e é líder de mercado também no Brasil

Em ano de recorde de M&A, empresas brasileiras fazem 58 fusões nos EUA

Soja brasileira muito cara afugenta China

Até quando a soja vai continuar lucrativa?

Luva com sensor detecta pesticidas diretamente nos alimentos

Cientistas da USP - Universidade de São Paulo criaram um sensor vestível, embutido em uma luva de borracha sintética, que detecta resíduos de pesticidas em alimentos. O sensor propriamente dito tem três eletrodos, instalados nos dedos indicador, médio e anelar - cada dedo é responsável pela detecção eletroquímica de uma classe de pesticida. Os eletrodos são impressos na luva por meio de serigrafia, o mesmo método usado na fabricação de camisetas, com a diferença de que é usada uma tinta especial de carbono, que condutora de eletricidade. Tanto a técnica quanto o material são de baixo custo. Esse sensor simples se mostrou capaz de detectar as substâncias carbendazim (fungicida da classe dos carbamatos), diuron (herbicida da classe das fenilamidas), paraquate (herbicida incluído no rol dos compostos de bipiridínio) e fenitrotiona (inseticida do grupo dos organofosforados). No Brasil, carbendazim, diuron e fenitrotiona são empregados em cultivos de cereais (trigo, arroz, milho, soja e feijão), frutas cítricas, café, algodão, cacau, banana, abacaxi, maçã e cana-de-açúcar. Já o uso de paraquate foi banido no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.



Análise feita na hora - A análise pode ser feita tocando em frutas, verduras e legumes, bastando colocar cada dedo na superfície do vegetal molhado - o sensor precisa de um líquido para funcionar. Com isto, a luva funciona muito bem diretamente em líquidos, apenas mergulhando neles a ponta do dedo contendo o sensor. A equipe constatou que não existe nenhuma ferramenta semelhante no mercado. Os métodos mais utilizados hoje para detecção de pesticidas se baseiam em técnicas de laboratório, como cromatografia (técnica analítica de separação de misturas), espectrofotometria (método óptico de análise usado em biologia e físico-química), eletroforese (técnica que utiliza um campo elétrico para separação de moléculas), todas exigindo equipamentos e técnicos especializados.


A luva sensora - Além de fazer a detecção direta, sem exigir preparos das amostras, o que torna o processo rápido, a luva sensora preserva o alimento, permitindo seu consumo após a análise. A luva não tem prazo de validade e pode ser usada enquanto não houver danos nos sensores. "Os sensores custam menos de US$ 0,1. O custo principal é a luva. Usamos uma luva nitrílica porque é menos porosa que a de látex. Com a pandemia, o preço dela disparou. E o custo individual subiu. Mas, ainda assim, o dispositivo que criamos é um produto muito barato. Mais acessível que os testes feitos atualmente," informou o químico Paulo Augusto Pereira, idealizador da luva sensora.


(Texto extraído do artigo científico entitulado “Selective and sensitive multiplexed detection of pesticides in food samples using wearable, flexible glove-embedded non-enzymatic sensors”, dos autores Paulo A. Raymundo-Pereira, Nathalia O. Gomes, Flávio M. Shimizu, Sergio A. S. Machado, e Osvaldo N. Oliveira, publicado no Chemical Engineering Journal)


OCDE aprova convite para Brasil iniciar negociação de adesão à entidade

O Brasil negocia sua entrada no grupo desde 2018, mas até agora o convite formal não havia sido feito. O conselho de ministros da OCDE-Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico aprovou nesta terça-feira convite para que o Brasil inicie a abertura de discussões para adesão à entidade, disseram duas fontes que acompanham de perto o tema. O convite é uma proposta formal para que o país passe a negociar sua entrada na organização, mas não significa a adesão imediata. A previsão é que a entrada efetiva ocorra em três a cinco anos, depois que o país passar a cumprir as mais de duas centenas de normas da OCDE e seja aprovado como sócio. Além do Brasil, outras cinco nações que também estavam na fila de espera - Argentina, Peru, Romênia, Bulgária e Croácia- também receberam o convite. De acordo com uma das fontes, o anúncio formal será feito depois que todos os seis governos tiverem recebido a comunicação oficial.


O Brasil negocia sua entrada na OCDE desde 2018 - Mas até agora o convite formal não havia sido feito. Ainda em 2017, durante o governo de Michel Temer, foi iniciado o processo de aproximação, inclusive com a decisão de criar uma embaixada brasileira na sede da OCDE, em Paris. No atual governo, a adesão foi colocada como prioridade pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e o país passou a iniciar seu processo de adequação às normas da organização. No entanto, o convite formal demorou mais do que o esperado. Em março de 2019, durante visita oficial do presidente Jair Bolsonaro a Washington, o então presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu o apoio dos EUA à entrada brasileira no grupo. No entanto, em outubro do mesmo ano, o secretário de Estado de Trump, Mike Pompeo, enviou um documento ao então secretário-geral da entidade, Angel Gurría, defendendo apenas a entrada imediata de Argentina e Romênia. Apenas em janeiro do ano seguinte os EUA formalizaram o apoio ao Brasil, mas a mudança de governo norte-americano atrasou mais uma vez o processo.


No governo de Joe Biden - Apenas no fim de 2021 o governo de Joe Biden se manifestou favorável à entrada não apenas do Brasil, mas dos outros cinco países que esperavam pelo convite para adesão. Em setembro de 2021, o novo secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, começou a negociar uma fórmula para iniciar a adesão de todos os seis ao mesmo tempo, mas o processo só deslanchou com o aval dos norte-americanos, no fim do ano. (Agência de notícias REUTERS)


Coca-Cola Femsa compra engarrafadora e é líder de mercado também no Brasil

Maior engarrafadora da Coca-Cola no mundo em volume de vendas, a mexicana Coca-Cola Femsa concluiu a aquisição de 100% da engarrafadora CVI Refrigerantes, localizada no Rio Grande do Sul. O acordo de compra foi firmado em dezembro de 2021 e aprovado sem restrições pelo CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica. O valor do negócio foi de R$ 632,5 milhões e eleva a participação da Coca-Cola Femsa no mercado brasileiro para 52,5%. (Jornal Valor Econômico)


Em ano de recorde de M&A, empresas brasileiras fazem 58 fusões nos EUA

As empresas brasileiras escolheram os Estados Unidos como seu principal destino para fusões e aquisições. No ano passado, investiram 10,3 bilhões de reais em 58 transações de M&A (fusões e aquisições) no mercado americano, segundo a consultoria TTR - Transactional Track Record. Outros dois destinos preferidos das companhias locais, mas com bem menos operações, foram México, com 17 negócios, e Argentina, com 16. (Portal Fusões & Aquisições)


Soja brasileira muito cara afugenta China

Os prêmios da soja brasileira estão aumentando, encarecendo nosso produto e fazendo com que a China se volte mais para os Estados Unidos e Argentina. A constatação é da equipe de analistas de mercado da TF Consultoria Agroeconômica, para quem isso significa “mais soja à disposição do mercado interno”. “Para o farelo, a demanda chinesa está cada vez mais fraca, com a suinicultura em crise, com margens negativas diante de um mercado saturado de carne. Com menos exportação, preços internos poderão também ceder”, acrescentam os especialistas. Já o óleo, apesar da queda de todas as oleaginosas na última segunda-feira, a redução do processamento na Argentina, quebra de safra no Brasil, alagamentos na Malásia e Indonésia, a Indonésia vai limitar as exportações e agora ameaça às exportações de óleo de girassol no leste Europeu.


As exportações norte-americanas - Ainda de acordo com o boletim, o USDA - Departamento de Agricultura dos Estados Unidos informou em 24 de Janeiro uma venda de soja para a China sob o sistema de relatórios diários. Dos 132 mil toneladas contratados, metade é para safra antiga e os outros 66 mil toneladas são para entrega de safra nova, basicamente um navio de cada. “Dados semanais de Inspeções de Exportação mostraram que 1,3 milhão de toneladas de soja foram exportados durante a semana que terminou em 20/01, queda de 429 mil toneladas em relação à semana anterior e 806 mil toneladas abaixo da mesma semana do ano passado”, concluem os analistas de mercado da TF Consultoria Agroeconômica.


Até quando a soja vai continuar lucrativa?

A soja deverá ter, pelo menos, mais um ano de boa rentabilidade, aponta a TF Consultoria Agroeconômica. A projeção é baseada no relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos deste mês de Janeiro de 2022, que registrou um “fato que poucos analistas destacaram: os estoques finais, tanto dos Estados Unidos, como do Mundo, ainda não retornaram aos seus níveis normais”. O que isto significa? “Significa que os preços continuarão acima da média histórica por, pelo menos, mais 12 meses, supondo-se que a safra de 2022/23 seja farta em todos os principais países produtores (Brasil, Estados Unidos e Argentina). Depois de suas secas seguidas, é razoável esperar que a terceira seja uma produção normal”, explica o analista sênior da TF Agroeconômica, Luiz Pacheco. O estoque final global de soja ficou abaixo da estimativa pré-relatório do USDA, a 95,2 milhões de toneladas, refletindo principalmente os maiores cortes de produção da América do Sul e do que o esperado. “Como todos sabemos, o indicador de alta ou baixa nos preços é o estoque final. Esta indicação abaixo da expectativa do mercado impulsionou significativamente os preços depois do relatório do USDA”, ressalta Pacheco.


Total da produção de soja - O relatório de produção da safra do NASS (Informações do Serviço Nacional de Estatística Agrícola) mostrou que o rendimento médio da soja ficou acima dos 51,2 bpa (3.440 kg/hectare) de dezembro, mas em linha com as estimativas com 51,4 bpa relatados. Com 0,1 milhão de acres a menos, isso teve uma produção total de 21/22 em 4,435 bilhões de bushels (120,7 MT). “Calcular o cumprimento desse nível elevou os estoques em 10 mbu para 350 milhões de bushels (9,52 MT). Isso estava alinhado com as estimativas do pré-relatório, o número de dezembro de 340 mbu, refletindo a oferta”, conclui o analista da TF. (Portal AGROLINK)



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