Últimas Notícias | 05 de março de 2021

Ano 14, Edição 012.


"Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos." (William Shakespeare)


"Chique é ser feliz. Elegante é ser honesto. Bonito é ser caridoso. Sábio é saber ser grato. O resto é inversão de valores." (autor desconhecido)


Leia agora em nosso boletim:


Felicidade da população não depende do crescimento econômico

Sputnik V: Por que muitos russos desconfiam da vacina criada no próprio país

Bolsonaro zera impostos do diesel

PIB do agro foi único que cresceu em 2020



Felicidade da população não depende do crescimento econômico

O crescimento econômico é a receita padrão do mundo ocidental para aumentar o bem-estar das pessoas, mas parece haver uma boa razão para questionar essa suposição. Pesquisadores das universidades McGill, no Canadá, e Autônoma de Barcelona, na Espanha, decidiram descobrir como as pessoas avaliam seu bem-estar subjetivo em sociedades onde o dinheiro desempenha um papel mínimo e que geralmente não são incluídas em pesquisas globais de felicidade. Eles descobriram que a maioria das pessoas nessas regiões, consideradas "carentes de desenvolvimento econômico" pelos especialistas, relata níveis notavelmente altos de felicidade. Isso foi especialmente verdadeiro nas comunidades com os níveis mais baixos de monetização, ou seja, onde o dinheiro é menos importante. Os cidadãos dessas regiões relataram um grau de felicidade comparável ao encontrado nos países escandinavos, que normalmente têm as taxas mais altas de prosperidade econômica e de felicidade do mundo.


Contestando os economistas ocidentais - Os dados indicam ainda que altos níveis de bem-estar subjetivo podem ser alcançados com um mínimo de economia monetarizada, ou economia formal, o que contesta a receita típica dos economistas ocidentais de que o crescimento econômico aumentará automaticamente a satisfação com a vida entre as populações de baixa renda. "Nosso estudo sugere maneiras possíveis de alcançar a felicidade que não estão relacionadas a altas rendas e riqueza material," disse o professor Eric Galbraith. "Isso é importante porque, se replicarmos esses resultados em outros lugares e pudermos apontar os fatores que contribuem para o bem-estar subjetivo, isso pode nos ajudar a contornar alguns dos custos ambientais associados à obtenção do bem-estar social nas nações menos desenvolvidas."


(Texto extraído do artigo científico entitulado “Happy without money: Minimally monetized societies can exhibit high subjective well-being”, dos autores Sara Miñarro, Victoria Reyes-García, Shankar Aswani, Samiya Selim, Christopher P. Barrington-Leigh, Eric D. Galbraith, publicado na revista PLoS ONE)



Sputnik V: Por que muitos russos desconfiam da vacina criada no próprio país

Quando as autoridades do vilarejo de Sputnik, na Rússia, anunciaram recentemente que ofereceriam a vacina nacional de mesmo nome contra a covid-19 em uma clínica local, apenas 28 aposentados se registraram para tomar o imunizante. O interesse no exterior pela vacina russa disparou desde que dados publicados na revista científica Lancet mostraram que ela é 91,6% eficaz contra o coronavírus, taxa similar à de outros imunizantes e superior à da CoronaVac, por exemplo, aplicada no Brasil.Esse endosso foi um sucesso político, bem como científico, para um projeto de prestígio alardeado por Moscou e abertamente questionado por muitos no Ocidente. Mas, embora países da América Latina estejam agora encomendando lotes da Sputnik à Europa, a taxa de vacinação na própria Rússia tem sido lenta, já que muitas pessoas se mostram relutantes em receber a injeção. Baixos investimentos em publicidade sobre a vacina e uma desconfiança de muitos pela forma com que o país é conduzido politicamente ajudam a explicar o cenário.


A vacina Sputnik em Sputnik - "Todo mundo me amedrontou dizendo que iria doer, mas eu não senti nada", diz um aposentado, puxando seu suéter após uma injeção no vilarejo de Sputnik. Atrás dele, uma enfermeira se inclina para dizer no ouvido de outro aposentado que ele deveria se abster de beber álcool por um tempo após a injeção. A algumas horas de carro de Moscou, o vilarejo do Sputnik tem uma fazenda de gado, alguns blocos de apartamentos idênticos e nenhuma indicação do motivo pelo qual recebeu o nome em homenagem ao triunfo da corrida espacial soviética. Já a ligação com a vacina é mais clara. "O satélite Sputnik em 1957 foi um grande avanço e esta vacina também é", ri Galina Bordadymova, servidora pública responsável pela vacinação no vilarejo, vestida com um casaco de pele, mas sem luvas, na rua extremamente fria. Servidora pública responsável pela imunização em Sputnik, Galina Bordadymova se diz orgulhosa de vacina russa. "Planejamos a vinda de 25 pessoas, mas temos 28, por isso estamos satisfeitos", insiste, apesar de o grupo de risco na localidade somar mais de mil. Sua equipe telefonou para moradores mais velhos, priorizando os mais vulneráveis ao vírus. "Qualquer pessoa que quisesse a vacina poderia obtê-la", diz Bordadymova.


Interesse internacional - Comentaristas do Ocidente inicialmente rejeitaram, até mesmo desdenharam da Sputnik V, enquanto autoridades faziam afirmações ousadas com poucas evidências concretas. Desde então, os dados dos testes de Fase 3 mostraram que a vacina é eficaz, com efeitos semelhantes aos imunizantes produzidos na Europa e nos Estados Unidos. Como resultado, o interesse pela vacina no exterior explodiu - o Brasil é um dos países na fila pelo imunizante. "Até mesmo nossos críticos ficaram sem argumentos", disse no mês passado Kirill Dmitriev, chefe do fundo de investimento estatal RDIF que financia a vacina Sputnik.A RDIF afirma que 39 países já registraram sua vacina e, para a alegria da Rússia, ela está até sendo chamada para ajudar a União Europeia, que vem tendo dificuldades para vacinar sua população por escassez de doses. A Hungria foi a primeira a aprovar a vacina russa para uso de emergência e a Eslováquia acaba de receber 2 milhões de doses, ignorando discussões sobre o Sputnik ser uma "ferramenta" de influência russa.A covid-19 não se preocupa com geopolítica, argumentou o primeiro-ministro eslovaco, Igor Matovic.


A vacina Sputnik e a política - "Definitivamente a política é mais explicitamente citada no caso da vacina russa do que qualquer outra produzida no mundo hoje", disse Andrei Kortunov, do Conselho de Relações Exteriores russo. Ainda assim, a Rússia agora tem tantos pedidos pela Sputnik que o Kremlin diz que não pode atender a todos com a capacidade de produção atual. A RDIF diz que vai abastecer o mercado externo a partir de fábricas no exterior, e não com doses destinadas aos russos, mas ainda não deu detalhes com um cronograma. "Para Putin, criar a vacina foi uma forma de provar ao mundo que a Rússia é um grande país desenvolvido, capaz de alcançar grande sucesso em esferas que exigem muita habilidade e tecnologia", argumenta Tatiana Stanovaya, da empresa de análises R. Politik.Mas a aprovação da Sputnik em toda a União Europeia continua sendo uma meta difícil. "Quando você decide comprar a vacina russa, parece que você investe ou aprova as conquistas do regime de Putin ou do próprio Putin", diz ela.


Cautela russa - No vilarejo de Sputnik, não há tal discussão sobre a política de vacinas. Alguns residentes estão com medo de pegar a covid-19: dois moradores locais na casa dos 50 anos morreram do vírus na primeira onda da pandemia. Mas os moradores parecem ainda mais cautelosos em tomar uma vacina. Uma pesquisa nesta semana revelou que apenas 30% dos russos estão dispostos a receber a Sputnik V - queda de 8% desde seu lançamento, e apesar dos dados de segurança agora serem públicos. "As pessoas estão com medo; existem todos os tipos de rumores sobre complicações", diz Lidia Nikolaevna, retirando a neve espessa da porta de sua garagem. Ela estava hospitalizada com covid recentemente, então seu médico disse que ela ainda não precisava de uma injeção. "Talvez mais tarde", arriscou Lídia, fazendo coro com outros moradores. "As pessoas dizem que está tudo bem, mas vamos ver. Se tudo correr bem, então acho que mais pessoas serão vacinadas."


Poucos russos foram vacinados com a Sputnik até momento - "Os russos são conservadores: eles não confiam em seu próprio estado e não confiam em tudo o que pode sair desse Estado", afirma Andrei Kortunov, explicando a hesitação das pessoas. Sem um lockdown nacional e uma menção mínima às mortes de covid pelas autoridades, eles poderiam ser perdoados por pensar que o perigo havia passado. A TV estatal não foi usada com toda sua força persuasiva e o próprio presidente Vladimir Putin ainda não foi vacinado. Portanto, apesar de vacinações em áreas remotas como Sputnik e pontos de vacinação em shopping centers, apenas 4 milhões de russos receberam até agora uma vacina contra a covid-19 - muito abaixo da meta do Ministério da Saúde de 60% de todos os adultos em seis meses.


Governo russo vem tentando convencer população a se vacinar - O Kremlin reforça que não há déficit de vacina para uso doméstico.Mas sua descrição da produção e da demanda doméstica como "em harmonia" para "esta etapa" sugere uma relutânciaem promover a campanha de vacinação com muita força, até que mais frascos rolem pelas correias das fábricas. Voltando da clínica no vilarejo de Sputnik, o aposentado Anatoly disse que tomar a injeção não foi grande coisa. "Foi super rápido", diz ele, imitando um soco no braço, ressalvando, contudo, não saber se realmente precisava ser vacinado. "Estou saudável! Você só precisa beber samogon", insiste Anatoly, referindo-se à bebida com alta concentração de álcool de produção caseira. "Acho que isso também vai me proteger da covid", ri o homem de 74 anos, antes de desaparecer em meio à neve. (BBC News, Moscou - Sarah Rainsford)


Bolsonaro zera impostos do diesel

Depois de a Petrobrás anunciar o quarto aumento do diesel somente neste ano, desta vez em 5% ou R$ 0,13 por litro, um acúmulo de 34% que vale a partir desta terça-feira (2), o presidente Jair Bolsonaro editou um decreto e uma medida provisória ainda na segunda-feira, 1º de março. A medida publicada em edição extra do Diário Oficial da União zera as alíquotas da contribuição do PIS - Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público e da Cofins - Contribuição para Financiamento da Seguridade Social incidentes sobre a comercialização e a importação do óleo diesel. O corte de impostos vale também para o GLP - gás liquefeito de petróleo de uso residencial. Esses tributos representam 9% do preço final do produto ao consumidor. Em relação ao diesel, a diminuição terá validade durante os meses de março e abril. Quanto ao GLP, ou gás de cozinha, a medida é permanente. “As duas medidas buscam amenizar os efeitos da volatilidade de preços e oscilações da taxa de câmbio e das cotações do petróleo no mercado internacional”, informou a Secretaria-Geral da Presidência da República.


Sobre as medidas - Para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, como forma de compensação tributária, também foi editada uma medida provisória aumentando a CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das instituições financeiras, alterando as regras de IPI - Imposto sobre os Produtos Industrializados para a compra de veículos por pessoas com deficiência e encerrando o Reiq - Regime Especial da Indústria Química. As novas regras do IPI entram em vigor imediatamente. O aumento da CSLL e o final do Reiq entrarão em vigor em 1º de julho. As medidas de redução do PIS e da COFINS no diesel e no GLP resultarão em uma redução da carga tributária de R$ 3,67 bilhões em 2021 neste setor. Para 2022 e 2023, a diminuição da tributação no gás de cozinha implicará em uma queda de arrecadação de R$ 922,06 milhões e R$ 945,11 milhões, respectivamente. Para o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) faltou incluir na lista de isenções de impostos o biodiesel o que, segundo ele, impede a redução esperada do diesel com a diminuição de Pis/Cofins. O parlamentar encaminhou um ofício ao Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, solicitando a equalização de tributos para o biodiesel em relação ao diesel. (Portal AGROLINK)


PIB do agro foi único que cresceu em 2020

O IBGE divulgou na quarta-feira, 3, o desempenho do Produto Interno Bruto de 2020. O setor da agropecuária foi o único que registrou alta de 2,0% no ano em comparação com 2019. No âmbito geral, tendo em vista os efeitos adversos da pandemia de Covid-19, o PIB nacional caiu 4,1% frente a 2019, a menor taxa da série histórica, iniciada em 1996. O volume totalizou R$ 7,4 trilhões no ano. Setores como Indústria (-3,5%) e Serviços (-4,5%) puxaram a queda. Em relação ao quarto trimestre, o PIB da agropecuária caiu 0,5% ante o terceiro trimestre. Na comparação com o quarto trimestre de 2019, o PIB da agropecuária mostrou queda de 0,4%. Os ganhos do agronegócio em 2020 decorreram do crescimento da produção e ganho de produtividade da atividade na agricultura, que suplantou o fraco desempenho das atividades de pecuária e pesca. Destaque para soja com alta de 7,1% e o café com 24,4%, que alcançaram produções recordes na série histórica. O Valor Bruto da Produção Agropecuária está estimado em R$ 1,002 trilhão para este ano de 2021. Houve um acréscimo real de 11,8% em relação ao ano passado, com 896,7 bilhões de reais. (Portal AGROKINK)


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Rodrigo N. Ferraz | rodrigo@upbeatconsulting.com.br

Ruben D.F. Ferraz | r.ferraz@upbeatconsulting.com.br


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