Últimas Notícias | 12 de abril de 2021

Ano 14, Edição 019.


"Um homem de génio é produzido por um conjunto complexo de circunstâncias, começando pelas hereditárias, passando pelas do ambiente e acabando em episódios mínimos de sorte." (Fernando Pessoa)


Leia agora em nosso boletim:


Além do DNA: Como o estilo de vida dos pais passa para os filhos

Como a Pfizer iniciou a vacinação contra a covid-19

IPOs caminham para recorde no ano

Agritechs se empenham em revolucionar o agronegócio



Além do DNA: Como o estilo de vida dos pais passa para os filhos

Há muito tempo se sabe que o DNA dos pais é um forte determinante da saúde e da doença nos filhos. No entanto, a herança genética, via DNA, é apenas parte da história de participação dos pais na saúde e na doença da prole. O estilo de vida do pai e da mãe, como sua dieta, excesso de peso e níveis de estresse, comportamentos esses tomados previamente à concepção, têm sido associados a consequências para a saúde de seus filhos. Isso ocorre por meio do epigenoma, marcas bioquímicas hereditárias associadas com as proteínas que se ligam ao DNA, cujo mecanismo é conhecido como herança epigenética. Mas como essas informações são transmitidas na fertilização, juntamente com os mecanismos e moléculas exatos no esperma que estão envolvidos neste processo, é algo que só agora os médicos e cientistas estão começando a estudar. A equipe da professora Ariane Lismer, da Universidade McGill, no Canadá, acaba de fazer um avanço significativo nessa área ao identificar como as informações ambientais são transmitidas por moléculas no esperma que não são de DNA.



Descoberta científica - É uma descoberta que avança a compreensão científica da hereditariedade das experiências de vida paterna e potencialmente abre novos caminhos para estudar a transmissão e prevenção de doenças. Os pesquisadores descobriram que as mudanças induzidas pela dieta em um determinado grupo de moléculas, ou grupos metil, associadas às proteínas histonas, que são críticas para empacotar o DNA nas células, levaram a alterações na expressão gênica em embriões e defeitos de nascença na coluna e no crânio. O que foi notável foi que as mudanças nos grupos metil nas histonas nos espermatozoides foram transmitidas na fertilização e permaneceram no embrião em desenvolvimento, tudo sem qualquer sinal da tradicional herança via DNA. "É notável, mostrando uma mudança significativa em relação ao que se sabe sobre hereditariedade e doença, passando de algo apenas baseado no DNA, para uma visão que agora inclui proteínas no esperma. Este estudo abre as portas para a possibilidade de que a chave para compreender e prevenir certas doenças pode envolver proteínas no esperma," disse a Dra. Sarah Kimmins. O próximo passo será determinar se essas alterações prejudiciais induzidas nas proteínas do esperma podem ser reparadas para evitar sua passagem para os filhos.


(Texto extraído do artigo científico entitulado “Histone H3 lysine 4 trimethylation in sperm is transmitted to the embryo and associated with diet-induced phenotypes in the offspring”, dos autores Ariane Lismer, Vanessa Dumeaux, Christine Lafleur, Romain Lambrot, Julie Brind’Amour, Matthew C. Lorincz e Sarah Kimmins, publicado na revista Developmental Cell)


Como a Pfizer iniciou a vacinação contra a covid-19

Não é todo dia que um chefe de governo vai ao aeroporto para receber um carregamento de produtos, mas a pandemia mudou muitas coisas. Em 10 de janeiro, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu foi de carro para o Aeroporto Internacional Ben Gurion, a sudeste de Tel Aviv, para assistir a um carregamento de 700.000 doses de vacina da Pfizer emergir de um Boeing 787-9. “Este é um grande dia para o Estado de Israel, por conta desse enorme carregamento que acaba de chegar”, disse Netanyahu, exalando uma confiança que poucos líderes mundiais tiveram desde o início da crise. “Entrei em acordo com meu amigo, presidente e CEO da Pfizer, Albert Bourla, que traríamos remessa após remessa e completaríamos a vacinação da população de Israel com mais de 16 anos, durante o mês de março.”


Tábua de salvação - Bourla deu a Netanyahu uma tábua de salvação política. Diante do aumento de casos de covid-19 e de uma eleição em março, o primeiro-ministro se agarrou à vacina da Pfizer como sua melhor oportunidade de permanecer no cargo. De pé na pista, ele se vangloriou de que na época 72% dos israelenses com mais de 60 anos já haviam sido vacinados, graças aos lotes que começaram a chegar no início de dezembro, e que mais doses chegariam em breve. Isso porque ele fechou um acordo com Bourla para usar seu país como teste para a vacina da Pfizer. Hoje o país é o mais avançado na campanha de vacinação. Até 6 de abril, pouco mais de 60% da população já havia sido imunizada, seguido do Reino Unido (47%) e do Chile (37%). (Portal EXAME.com - Stephanie Baker, Cynthia Koons e Vernon Silver, da Bloomberg Businessweek)


IPOs caminham para recorde no ano

Se todas as IPOs - ofertas iniciais de ações forem fechadas, o quadrimestre terminará com 29 novas empresas e um volume de R$ 45,8 bilhões em ofertas na Bolsa. Apesar do momento de instabilidade no mercado, os bancos de investimento lançaram 15 IPOs somente neste mês de abril. Desse total, duas foram fechadas, e 12 estão em andamento, podendo chegar a movimentar R$ 20,5 bilhões, considerando-se a oferta base, sem lotes extras, e o ponto médio do intervalo de preço sugerido. (Jornal Valor Econômico)


Agritechs se empenham em revolucionar o agronegócio

Startups do agronegócio estiveram presentes no evento Superagro 2021, promovido pela revista EXAME que aconteceu no último dia 8 em São Paulo. O evento foi um fórum online realizado pela revista em parceria com a curadoria de conteúdo para congressos Hiria, que é uma promotora e organizadora mundial de eventos. Foram apresentados painéis de debate sobre o agronegócio, entre os quais o Demoday, uma bateria de apresentações de startups brasileiras com planos e modelos de negócio voltados ao setor. Em parceria com a ACE startups, uma das mais importantes aceleradoras do Brasil, o objetivo do painel foi apresentar ao mercado e aos investidores novas soluções e aplicações de tecnologias. Uma banca de especialistas foi formada realizar perguntas e avaliar cada negócio apresentado. Confira abaixo as agritechs que se apresentaram no evento.


Agrosmart - Desenvolve tecnologia de processamento de dados para o produtor rural ter uma eficiência maior em relação às necessidades da lavoura. A startup é a principal plataforma de agricultura digital da América Latina. Fundada em 2014 no município de Itajubá, região sul de Minas Gerais, a tecnologia criada pela empresa já é utilizada por empresas e agricultores em países como Estados Unidos, Israel e outros na America Latina, além do Brasil.


Agrotools - Com mais de dez anos de mercado, a Agrotools oferece soluções de georastreamento em larga escala no campo, com mais de 100 clientes, incluindo grandes nomes, como McDonald's, Carrefour, JBS, Itaú BBA. A solução permite que as empresas garantam boas práticas em sua cadeia de fornecedores. Por meio da tecnologia de georastreamento e cruzamento de dados, desenvolvida em São José dos Campos, SP, onde fica o núcleo tecnológico da Agrotools, a startup possui ainda soluções de seguro e crédito, com serviços para instituições que financiam atividades agropecuárias, minimizando os riscos e "conectando a Faria Lima ao campo", segundo o presidente Sergio Rocha. A startup está presente em quatro países.


Agryo - Provedora global de inteligência de risco para serviços financeiros, serviços ambientais e trade finance para instituições ligadas ao agronegócio, comandada por Isaque Eberhardt, CEO e cofundador da companhia. Eberhardt é agricultor, técnico agrícola, engenheiro agrônomo, mestre em sensoriamento remoto pelo INPE e doutor em engenharia pela UNB. A Agryo desenvolve soluções tecnológicas para a preservação do meio ambiente, além de apoiar o crédito rural, com o intuito de elevar a inclusão financeira. Um dos pontos fortes da empresa é reconhecer que a sustentabilidade é fundamental para a agricultura de longo prazo.


DigiFarmz - A plataforma digital DigiFarmz tem como objetivo otimizar a tomada de decisão dos produtores de soja por meio de dicas que auxiliam os agrônomos. A empresa tem mais de 1.200 fazendas como clientes. Do plantio até a colheita, as ferramentas customizadas permitem ao produtor saber quais insumos usar e o que fazer para melhorar a produtividade durante todo o processo. O uso do serviço tem feito a produção mais que dobrar ou triplicar em alguns casos. A empresa também deve entrar nas culturas de trigo e milho nos próximos meses, além de desenvolver opções de score de crédito para baratear os financiamentos dos clientes.


JetBov - Assim como a Agrosmart, a startup trabalha com o sistema de gestão para monitorar indicadores de produção na pecuária. E prevê crescer nos próximos anos por ver a criação de gado como um dos setores do agronegócio com menos tecnologia embarcada. O principal foco é o monitoramento da engorda da boiada pelo celular. Por meio da plataforma, é possível criar fichas de cada animal com dados como datas de vacinação e evolução do peso, que são transmitidos por sensores instalados em brincos colocados em cada animal. Fundada em 2014 em Joinville, Santa Catarina, a JetBov tem clientes no Paraguai, e em Angola e Moçambique, e dobrou de tamanho na pandemia. Com o crescimento da agropecuária em 2020, a startup acredita que os negócios podem crescer ainda mais.


Tarvos - Oferece um sistema de monitoramento automatizado de pragas na lavoura. As empresas do meio agrícola estão cada vez mais preocupadas com a economia no uso de defensivos químicos. Por isso, a startup enxerga um horizonte de oportunidades no futuro. A empresa nasceu nos corredores da Unicamp em Campinas, entre conversas dos colegas Andrei Grespan, Fabricio Soares e Hugo Fernandes sobre como usar o processamento descentralizado de imagens para acompanhar infestações de pragas em lavouras. Foi fundada em 2017 e possui clientes multinacionais, além de monitorar 40.000 hectares em sua primeira safra de atuação. (Portal EXAME.com)


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