Últimas Notícias | 10 de agosto de 2021

Atualizado: Ago 11

Ano 14, Edição 051.


“A memória aniquila o tempo: conduz à unidade aquilo que parece ter acontecido em separado.”

(Leon Tolstói)


“Memória fantástica é a minha, que nunca lembrou de te esquecer e nunca esqueceu de te lembrar.”

(Alessandra Souza)


Leia agora em nosso boletim:

Cientistas revertem a perda de memória pela idade

Fusões & aquisições recorde: 184 transações em julho

Americanas faz ‘contato preliminar’ com Marisa; empresas negam qualquer acordo concreto

China investiu pouco na agricultura brasileira



Cientistas revertem a perda de memória pela idade

Cientistas das universidades de Cambridge e Leeds, no Reino Unido, conseguiram reverter a perda de memória relacionada à idade em camundongos, e dizem que sua descoberta pode levar ao desenvolvimento de tratamentos para prevenir a perda de memória em pessoas à medida que elas envelhecem. A equipe científica demonstrou que mudanças na matriz extracelular do cérebro, os "andaimes" em torno dos neurônios, levam à perda de memória com o envelhecimento, mas que é possível reverter isso usando tratamentos genéticos.


RPNs - Redes perineuronais - Pesquisas recentes mostraram o papel das RPNs - redes perineuronais na neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de aprender e se adaptar, e de criar memórias. As RPNs são estruturas semelhantes à cartilagem que circundam principalmente os neurônios inibitórios no cérebro. Sua principal função é controlar o nível de plasticidade do cérebro. Elas aparecem por volta dos cinco anos de idade nos humanos e desligam o período de maior plasticidade, durante o qual as conexões no cérebro são otimizadas. Em seguida, a plasticidade é parcialmente desligada, tornando o cérebro mais eficiente, mas menos plástico. As RPNs contêm compostos conhecidos como sulfatos de condroitina. Alguns deles, como o 4-sulfato de condroitina, inibem a ação das redes neurais, inibindo a neuroplasticidade; outros, como o condroitina 6-sulfato, promovem a neuroplasticidade. À medida que envelhecemos, o equilíbrio desses compostos muda e, à medida que os níveis de condroitina 6-sulfato diminuem, nossa capacidade de aprender e formar novas memórias muda, levando ao declínio da memória relacionado à idade.



Restauração da memória em camundongos - Sujeong Yang e seus colegas queriam verificar se a manipulação da composição do sulfato de condroitina das RPNs conseguiria restaurar a neuroplasticidade e aliviar os défices de memória relacionados à idade. A equipe científica tratou os camundongos idosos usando um "vetor viral", um vírus capaz de reconstituir a quantidade dos sulfatos de condroitina 6-sulfato nas RPNs e descobriu que ele restaurou completamente a memória nos camundongos mais velhos, a um nível semelhante ao observado nos camundongos mais jovens. "Vimos resultados notáveis quando tratamos os camundongos idosos com este tratamento. A memória e a capacidade de aprender foram restauradas a níveis que os animais não apresentavam desde que eram muito mais jovens," disse a Dra. Jessica Kwok.


Restauração da memória em humanos - "O que é empolgante nisso é que, embora nosso estudo tenha sido apenas em camundongos, o mesmo mecanismo deve operar em humanos - as moléculas e estruturas do cérebro humano são as mesmas dos roedores. Isso sugere que pode ser possível prevenir os humanos de desenvolver perda de memória na velhice," acrescentou o professor James Fawcett.


Medicamento já aprovado - Melhor ainda, a equipe já identificou um medicamento em potencial, licenciado para uso humano, que pode ser tomado por via oral e inibe a formação das RPNs. Quando este composto foi dado a camundongos e ratos, ele conseguiu restaurar a memória no envelhecimento e também melhorou a recuperação em lesões da medula espinhal. Os pesquisadores estão investigando se isso pode ajudar a aliviar a perda de memória em modelos animais da doença de Alzheimer.


(Texto extraído do artigo científico entitulado “Chondroitin 6-sulphate is required for neuroplasticity and memory in ageing”, dos autores Sujeong Yang, Sylvain Gigout, Angelo Molinaro, Yuko Naito-Matsui, Sam Hilton, Simona Foscarin, Bart Nieuwenhuis, Chin Lik Tan, Joost Verhaagen, Tommaso Pizzorusso, Lisa M. Saksida, Timothy M. Bussey, Hiroshi Kitagawa, Jessica C. F. Kwok, e James W. Fawcett, publicado na revista científica Molecular Psychiatry)


Fusões & aquisições recorde: 184 transações em julho

O mercado brasileiro de fusões & aquisições em julho de 2021 levou a medalha de ouro, com quebra de recorde histórico. Os fatos mais importantes sobre os M&As no Brasil são:

· Os setores de Tecnologia da Informação; Telecomunicações e Mídia; Hospitais e Laboratórios de Análises Clínicas Saúde foram os mais ativos em julho;

· Os investidores nacionais predominaram;

· No mês de julho foram realizadas 184 transações, aumento de 75,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior e investimento de 74,4 bilhões de reais, com um crescimento de 163,8%;

· O acumulado do ano, com 996 operações, apresentou crescimento 93,4% em volume, com investimentos de 427,3 bilhões de reais. correspondendo a aumento de 215,8% em relação ao mesmo período do ano passado;

· Crescimento de 61,6% do acumulado dos últimos doze meses, 1.632 operações, comparado com o acumulado de 2020;

· Os investimentos realizados nas operações de porte superior a 1,0 bilhão de reais foram os que apresentaram o maior crescimento, de 252,7%, seguido pelos investimentos nos negócios de porte entre 500 e 1 bilhão de reais, que cresceram 223,3%;

· Valor médio das transações no acumulado do ano registra crescimento de 63,3% em relação ao mesmo período do ano passado;

· Predomínio dos Investidores Estratégicos com crescimento de 87,6% no volume em relação ao acumulado do ano passado e crescimento de 319,2% nos investimentos;

· Os investidores Financeiros registraram aumento de 103,8% no volume e crescimento de 130,7% no montante dos investimentos no acumulado do ano;

· Investidores Nacionais, com maior apetite no acumulado do ano, registraram 841 negócios, um crescimento de 106,6%, e o montante de 339,9 bilhões de reais, aumento de 79,5%;

· No ano, os Investidores Estrangeiros registraram 155 negócios, um crescimento de 43,5%, e aumento de 130,4% no valor dos investimentos;

· Foram mapeados 23 negócios realizados por investidores de 8 países. Os EUA, com 11 operações e investimento da ordem de 4,9 bilhões de reais foi o maior;

· Maior transação do mês de julho/2021 – BTG Pactual arrematou o controle de InfraCo da Oi por 12,9 bilhões de reais.


Grau de concentração setorial - Os cinco setores mais ativos – TOP 5 – responderam no mês de julho/21 por 67,4% do total das operações, contra 75,2% no mesmo mês do ano passado, representando uma queda da participação dos cinco mais expressivos setores no processo de M&As no País.


A pandemia se reflete na economia - No acumulado dos últimos quatro anos, pode-se inferir ciclos distintos de crescimento e queda do número de transações. Destacam-se prováveis fatores que mais estão repercutindo nas expectativas de investimentos. Há 16 meses, março/20, foi marcado como o início da pandemia no Brasil, refletindo de forma significativa na economia brasileira. Houve evolução na série histórica do índice BOVESPA, que mostra o desempenho das ações negociadas na B3, e a evolução da taxa de câmbio no período entre os meses de agosto de 2018 e 2021.


Porte das transações - Das 184 transações apuradas no mês, 80 são de porte de até 49,9 milhões de reais, ou seja, 53,8 % do total e responderam por 1,8 % do seu valor. No acumulado do ano, para este mesmo porte de operações, registraram-se 566 transações representando 56,8% do total e 1,8% do valor. E impacta um crescimento de 76,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de transações acumuladas no ano de porte acima de R$ 1,0 bilhão, com 105 negócios, cresceu 200,0%. A turbulência não reduziu o apetite dos investidores e especialmente para os maiores negócios o crescimento percentual está sendo o dobro dos menores, nos primeiros sete meses do ano. (Portal Fusões & Aquisições)


Americanas faz ‘contato preliminar’ com Marisa; empresas negam qualquer acordo concreto

A Americanas e a Lojas Marisa abriram conversas para uma possível operação, mas informaram que não têm qualquer acordo concreto neste momento. Em comunicado, a Americanas informou que assessores financeiros da companhia mantiveram contato preliminar com representantes da Lojas Marisa, “sendo que não há qualquer tipo de formalização de interesse por parte da Americanas”. A Americanas disse que sempre monitora, no curso normal de seus negócios, potenciais oportunidades no mercado, e que o contato ocorreu nesse contexto. Já a Marisa afirmou que “não possui neste momento qualquer acordo concreto para a realização de uma operação, seja com as Americanas S.A., seja com outro participante de mercado”. Em comunicado, a Marisa informou, porém, que contratou a assessoria da consultoria Lazard para avaliar “alternativas de otimização de sua estrutura de capital, incluindo sua unidade de negócios Mbank. As conversas foram interpretadas pelo mercado como uma possível compra da rede Marisa pela Americanas. Perto das 11h30 de ontem, 09 de agosto, as ações da Marisa (AMAR3) subiam acima de 8%, enquanto que as ações das Americanas (LAME4) tinham alta de 0,45%. (Blog Televendas & Cobrança)


China investiu pouco na agricultura brasileira

De todos os investimentos que a China fez no Brasil na última década e meia, apenas 3% foram no agronegócio, o equivalente a 1,98 bilhões de dólares. A informação é do recém lançado estudo “Investimentos Chineses no Brasil – Histórico, Tendências e Desafios Globais (2007-2020)”, do autor Tulio Cariello, diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC - Conselho Empresarial Brasil-China. Segundo o levantamento, os setores de eletricidade, com 48%, e de extração de petróleo (28%) foram os que receberam a maioria absoluta do valor aportado entre 2007 e 2020. Bem mais abaixo figura a extração de minerais metálicos (7%), indústria manufatureira (6%), obras de infraestrutura (5%), agricultura, pecuária e serviços relacionados (3%), atividades de serviços financeiros (2%) e outros (2%).


Os chineses na nossa agricultura - “Os investimentos ligados à agricultura chamam atenção por seu baixo valor, de 3% do total, o que contrasta com a grande complementaridade entre os dois países nessa área. Dados do Ministério da Economia, cruzados com levantamento do Ministério da Agricultura, mostram que a participação de produtos do agronegócio nas exportações para a China saltou de 35% em 2010 para 50% em 2020”, comenta Cariello. De acordo com ele, essa crescente dependência trouxe investimentos de empresas como COFCO, Tide Group e LongPing High-Tech, que vão desde a comercialização e fornecimento de produtos agrícolas até a fabricação de insumos químicos para a agroindústria.


Os chineses nas multi agroquímicas - “A China também aumentou a sua presença no setor agrícola de forma indireta, por meio da compra de grandes multinacionais presentes no Brasil. O principal exemplo desse movimento foi a aquisição, em 2017, da suíça Syngenta pela estatal central ChemChina. A operação de 43 bilhões de dólares foi a maior já realizada pela China no exterior”, aponta o estudo.


O Mato Grosso atraiu 4,6% dos projetos chineses, sendo palco de alguns dos mais relevantes investimentos em agricultura e serviços relacionados. “A aquisição global da Nidera e da Noble pela COFCO, que passou a deter ativos das tradings que já estavam em operação no estado e no Brasil, é um exemplo bem-sucedido da entrada chinesa no setor agrícola brasileiro”, ressalta o levantamento. A Região Sul também é representativa nos investimentos desse segmento, tendo em vista a presença da COFCO em toda a região.


A China na infraestrutura brasileira - Os chineses também investiram em importantes obras de infraestrutura, que respondem por 5% do valor dos projetos confirmados. Nesse setor, que tem ligação indireta com o agronegócio, destacam-se os aportes das estatais da CCCC - China Communications Construction Company, detentora da Concremat Engenharia, e China Merchants Port, que desde 2018 tem em seu portfólio o Terminal de Contêineres de Paranaguá, no Paraná. (Portal AGROLINK)


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