Últimas Notícias | 30 de agosto de 2021

Ano 14, Edição 056.


“A falta de comunicação nos dá o direito de pensar o que bem entendermos.”

(Georgeana Alves)


Leia agora em nosso boletim:

ANVISA pede que população comunique reações colaterais de vacinas

Quando a pandemia irá acabar

Fusões e aquisições no agronegócio

Amaggi investe pesado para concorrer com Cofco e Cargill



ANVISA pede que população comunique reações colaterais de vacinas

Quando uma pessoa toma um medicamento, como uma vacina, e tem uma reação indesejada, essa consequência é chamada na medicina e pelas autoridades sanitárias de "eventos adversos". Nesses casos, a orientação é comunicar o episódio à ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A notificação precisa ser feita mesmo se não houver suspeita de que o desconforto foi provocado pelo medicamento. De acordo com a ANVISA, a subnotificação pode retardar a identificação de sinais de risco e subestimar a dimensão de um problema. O monitoramento pela ANVISA é importante para avaliar se a reação a um produto está aumentando e se há problemas associados a ele. A subnotificação pode retardar a identificação de sinais de risco e subestimar a dimensão de um problema. "A notificação é importante para que possamos conhecer o perfil de benefício e risco dos produtos, porque todo produto tem um risco na utilização. Então, precisamos da notificação quando o produto está no mercado e os benefícios continuam superando os riscos", explicou Helaine Capucho, da agência.



Como comunicar efeitos colaterais - A comunicação pode ser feita por meio do site https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/fiscalizacao-e-monitoramento/notificacoes, pelo sistema Vigimed e Notivisa. As interfaces permitem relatar problemas em diversos produtos, entre eles medicamentos e vacinas. A ANVISA disponibiliza também um número de telefone caso haja dificuldade para enviar a notificação pelo site: 0800 642 9782. As notificações podem ser feitas pela população, por médicos, farmacêuticos e outros profissionais de saúde.


Queixas técnicas - A ANVISA disponibilizou também um canal para apresentação de queixas técnicas específicas sobre as vacinas contra a covid-19. "Queixas técnicas" é um termo usado para designar suspeita de alteração ou irregularidade do produto nos aspectos técnicos e legais, que podem ou não causar danos à saúde. São exemplos a alteração de cor ou de aspecto, um corpo estranho dentro do frasco da vacina, a suspeita de contaminação por micróbios, problemas de vedação do frasco ou de quebra da ampola ou falsificações. Diferentemente do evento adverso, a queixa técnica é direcionada ao produto, e não a um efeito indesejado que tenha ocorrido com o paciente, além de servir como uma forma de fiscalização da qualidade das vacinas.


Quando a pandemia irá acabar

A disponibilidade de vacinas oferece uma solução promissora para conter a pandemia de covid-19. No entanto, ainda não está claro se a vacinação em larga escala pode de fato conter a pandemia e em quanto tempo. E, de fato, a vacinação por si só pode não interromper a pandemia em alguns cenários, e intervenções não farmacêuticas são necessárias para complementar a vacinação e acelerar o fim da pandemia. Esta é a conclusão de cientistas que desenvolveram um modelo epidêmico para explorar a dinâmica da pandemia em cenários de vacinação e intervenções não farmacêuticas, como uso de máscaras e distanciamento social.


Pandemia pode não acabar - A equipe parametrizou explicitamente fatores-chave relacionados à vacinação, incluindo a duração da imunidade, a eficácia das vacinas, a taxa diária de vacinação, etc. O modelo foi então aplicado aos números de casos diários confirmados em Israel e nos EUA, para tentar explorar e prever tendências de vacinação com base na situação epidêmica e nas medidas de intervenção adotadas em cada país. "Em Israel, mais da metade da população já estava totalmente vacinada e, sob o esquema de vacinação atual, a pandemia estava prevista para terminar entre 14 de maio de 2021 e 26 de agosto de 2021, assumindo que a imunidade persistisse por algo entre 180 e 365 dias, e com ou sem intervenções não farmacêuticas. "Para os EUA, se assumirmos a taxa de vacinação atual de 0,268% ao dia, e a intensidade das intervenções não farmacêuticas, a pandemia terminará entre 20 de janeiro de 2022 e 19 de outubro de 2024, assumindo que a imunidade persista por entre 180 dias a 365 dias.” No entanto, presumindo que a imunidade persista por 180 dias e nenhuma intervenção não farmacêutica seja implementada, a pandemia não terminará e, em vez disso, alcançará um estado de equilíbrio, com uma proporção da população permanecendo ativamente infectada," disse Hua Chen, do Instituto de Genômica de Pequim, na China, participante do estudo.


Imunidade coletiva é otimismo - Segundo o modelo, para que se atinja a imunidade coletiva, acabando com a pandemia, a taxa diária de vacinação deve ser decidida de acordo com a eficácia da vacina usada e a duração da imunidade. Em algumas situações, contudo, a vacinação por si só não consegue interromper a pandemia, como no caso dos EUA, e intervenções não farmacêuticas são necessárias para complementar a vacinação e acelerar o fim da pandemia. Considerando que a eficácia da vacina e a duração da imunidade podem ser reduzidas para novas cepas mutantes, é necessário permanecer cautelosamente otimista sobre a perspectiva de acabar com a pandemia somente com a vacinação, dizem os pesquisadores.


(Texto extraído do artigo científico entitulado “Will the large-scale vaccination succeed in containing the covid-19 pandemic and how soon?”, dos autores Shilei Zhao, Tong Sha, Chung-I Wu, Yongbiao Xue e Hua Chen, publicado na revista Quantitative Biology)


Fusões e aquisições no agronegócio

Não há dúvida de que o agronegócio é um dos mercados mais fortes da economia nacional. Somente em 2020, o setor registrou participação de 26,6% no Produto Interno Bruto brasileiro. Segundo cálculos do CEPEA - Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da ESALQ/USP, todos os segmentos da cadeia produtiva do agro brasileiro tiveram alta no ano passado. Há, contudo, ainda mais espaço para crescer. Nesse cenário, transações de M&A, sigla em inglês para Mergers and Acquisitions, ou, seja, fusões e aquisições, aparecem como alternativa de expansão interessante.


Operações de M&A no agro - Ainda que esse tipo de operação esteja comumente atrelada a grandes companhias, como multinacionais, com contratos que envolvem milhões de dólares, as pequenas e médias empresas, inclusive pequenos produtores rurais, também podem considerar esse recurso para somar forças e conquistar maior espaço de mercado ou trazer novas tecnologias ao negócio. Além disso, pontos como taxa de câmbio, baixa competitividade, maior liquidez de mercado, maior receptividade a investimentos e uma necessidade de geração de caixa favorecem operações de M&A no agro. No Brasil, as fusões e aquisições são tratadas pela Lei das Sociedades Anônimas (Lei n. 6.404/76), pela Lei Antitruste (Lei n. 12.529/11) e pelo Código Civil de 2002. Na fusão, duas ou mais sociedades se unem com o objetivo de formar uma sociedade nova, que vai lhes suceder em todos os direitos e obrigações. A aquisição, também chamada de incorporação, por sua vez, ocorre quando uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que também lhes sucede em todos os direitos e obrigações.


As M&As e o CADE - Com exceção dos casos em que instituições financeiras estão envolvidas, quando a competência é exclusiva do Banco Central, as operações de M&A são apreciadas pelo CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica, que vai emitir parecer favorável ou desfavorável em relação à operação. Ao longo de 2020, foram fechadas 39 transações de M&A no setor do agronegócio, de acordo com levantamento da KPMG, um aumento de 21,8% em comparação com o ano anterior. Os negócios fechados envolvem toda a cadeia do agro: frigoríficos, revenda e distribuição de insumos, fertilizantes, produtos florestais, açúcar e álcool, laticínios e sementes. Já no primeiro trimestre de 2021, houve 18 transações, praticamente a metade do registrado no ano passado inteiro, indicando que o mercado está bastante aquecido.


Due diligence - Um ponto de atenção quando o assunto são fusões e aquisições é o procedimento de due diligence. Essa diligência prévia, que deve ser realizada com o auxílio e o acompanhamento de profissionais das áreas jurídica e contábil, consiste em um levantamento bastante detalhado de dados a fim de apurar, e consequentemente, mitigar eventuais riscos do negócio, envolvendo aspectos financeiros, contábeis, trabalhistas, patrimoniais e regulatórios, entre outros.


ESG - Questões ligadas ao compliance e à boa governança, especialmente num momento em que políticas ESG (Environmental, Social and Governance) são tão valorizadas pelo mercado, também devem ser observadas, principalmente na área do agronegócio, setor ainda muito envolto em mitos relacionados à preservação do meio ambiente. Usadas para medir as práticas ambientais, sociais e de governança de uma companhia, as práticas ESG trazem diversos benefícios às empresas, como maior lucratividade, melhora da reputação, engajamento mais forte da equipe e até mesmo refletem na avaliação do valor da organização ao longo do tempo. Na área do direito trabalhista, o agronegócio enfrenta questões de safra, época de plantio e colheita, NRs - Normas Regulamentadoras sobre segurança do trabalho, cotas e fiscalizações. (Portal AGROLINK)


Amaggi investe pesado para concorrer com Cofco e Cargill

A gigante brasileira do agronegócio Amaggi anunciou o investimento de aproximadamente 2,3 bilhões de reais em obras e aquisições em 2021. A estratégia vem na esteira dos fortes investimentos feitos recentemente por suas principais concorrentes, a chinesa Cofco e a norte-americana Cargill. De acordo com a Amaggi, o objetivo é consolidar sua posição em várias frentes de atuação, com investimentos nas áreas de produção agrícola, logística, produção de biodiesel, energia, fertilizantes e originação de grãos. “Parte dos projetos já se encontra em andamento. Trata-se de um dos mais importantes volumes de investimento já aportados pela companhia em apenas um ano”, ressalta a companhia.


Faturamento alto e investimentos - Ao mesmo tempo que investe pesado, a Amaggi projeta faturamento na ordem de 44,2 bilhões de reais para este ano. “Por meio dos investimentos anunciados, a companhia espera incrementar ainda mais a sinergia de suas operações em várias frentes de negócio e continuar reforçando a base para seu crescimento sustentável em longo prazo”, diz a empresa em comunicado. A Amaggi revela que instalará três novas plantas industriais, sendo duas fábricas misturadoras de fertilizantes em Porto Velho, Rondônia, com obras já iniciadas, e que também incluem um armazém de retaguarda, e em Sinop, no Mato Grosso, com obras ainda por iniciar. Ambas as fábricas de fertilizantes deverão atender, com produtos simples e compostos, à demanda de produtores rurais das mais diversas culturas no entorno das unidades. Já a terceira planta industrial será de uma fábrica para produção de biodiesel, em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, com obras já em andamento, logo ao lado da planta processadora de grãos mantida pela Amaggi no município há mais de dez anos de operação.


Amaggi investe em logística – Neste setor a empresa anuncia aumento da frota rodoviária para 800 veículos, além de contar com uma nova base para operações logísticas no município de Vilhena, em Rondônia. Outro investimento anunciado pela Amaggi para 2021 é o incremento da capacidade total de armazenagem da companhia de 2,6 milhões para 2,85 milhões de toneladas de grãos, com novos armazéns distribuídos por regiões produtoras do país.


Amaggi investe em produção agrícola - Na frente da produção agrícola, os investimentos consistem na aquisição, já anunciada e aprovada sem restrições pelo CADE em março, dos ativos do Grupo O Telhar Agro no Brasil, todos localizados em Mato Grosso, nas fazendas em Alto Paraguai, Campo Novo do Parecis, Nova Ubiratã, Novo Santo Antônio, Primavera do Leste, Rondonópolis e Santo Antônio do Leste. O investimento deverá elevar a capacidade produtiva agrícola da AMAGGI para grãos e fibras em aproximadamente 34%, com base no acréscimo de 62 mil hectares à área produtiva total que a companhia passará a deter para primeira e segunda safras, chegando a quase 350 mil hectares. (Portal AGROKINK)



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