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ÚLTIMAS NOTÍCIAS | Ano 12 | Edição 028


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" É preferível suportar os males que temos a voar para aqueles que não conhecemos." (William Shakespeare)

Hospital americano usa drone para transportar órgão para transplante

Um hospital americano usou um drone, pela primeira vez, para transportar um órgão usado para transplante. A ação inédita foi realizada por pesquisadores da Universidade de Maryland, em Baltimore, nos Estados Unidos, e o equipamento levou um rim para uma paciente que aguardava o transplante há cinco anos. O vôo inicial foi de apenas 5 quilômetros, mas significou uma melhora no tempo de transporte de transplantes, que precisam de rapidez pela delicadeza e todos os riscos do procedimento. A equipe, liderada pelo médico Joseph Scalea, da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, já havia testado os drones para transportar amostras de sangue, mas levar um órgão para uma paciente significou um grande passo. Segundo a Universidade de Maryland, a paciente Trina Glispy, de 44 anos, recebeu alta e passa bem depois do transplante.


Logística - “Este foi um processo complexo. Tivemos sucesso por causa da dedicação de todas as pessoas envolvidas durante um longo período”, disse o médico em comunicado da universidade. Para Scalea, um dos problemas para o transplante de órgãos é, justamente, a logística que envolve os vôos fretados ou comerciais. Qualquer atraso pode inviabilizar o procedimento e a consequente perda do órgão. Para o projeto, os pesquisadores desenvolveram seu próprio drone e uma tecnologia de monitoramento. Os parâmetros do dispositivo eram enviados diretamente para o celular da equipe de transplante para entender melhor a localização e o status do órgão. “Essa coisa toda é incrível. Anos atrás, isso não era algo em que você pensaria”, disse Glipsy, paciente que realizava diálises desde 2011. (Portal Consumidor Moderno)


Carne brasileira para suprir a demanda causada pela Peste Suína chinesa

“Para suprir uma lacuna de demanda deixada pela peste suína, o governo chinês autorizou exportadores de carne de porco do Brasil a embarcar também a gordura comestível do animal. A medida atende a um pedido feito pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)”, escreveu o presidente da República em sua conta no Twitter na segunda-feira 05 de maio. Bolsonaro acrescentou que, segundo a entidade, o subproduto tem valor de mercado superior ao das carnes tradicionais. “Até o fim de 2019, a China pode ter um déficit de oferta de 1 milhão a 2 milhões de toneladas no processamento de suínos. Podemos avançar muito neste setor”, destacou.


A China perdeu 30% do rebanho suíno - Segundo o MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com o surto de peste suína africana atacando os rebanhos chineses, o Brasil quer ampliar o fornecimento de carnes para a China, que é a maior produtora e consumidora da proteína suína no mundo. O ministério estima que o país asiático perdeu cerca de 30% de rebanho de suínos em decorrência da doença. É o que informam a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o secretário de Comércio e Relações Internacionais, embaixador Orlando Leite Ribeiro, sobre a viagem de uma comitiva do Ministério da Agricultura a quatro países asiáticos. A partir de 6 de maio, a Ministra da Agricultura, junto com comitiva, inicia viagem de 16 dias por quatro países do continente asiático – Japão, China, Vietnã e Indonésia. Cerca de 100 empresários, parlamentares e representantes de associações produtoras integram a comitiva. Os custos da viagem serão arcados por cada integrante, informou o ministério. As visitas aos países asiáticos ocorrem em momento de riscos e oportunidades comerciais, sobretudo com a China, nosso principal parceiro (35% das exportações em 2018). O Brasil acompanha os desdobramentos do acordo comercial entre os Estados Unidos e China, que pode aquecer a economia global e a demanda por alimentos.


Brasil tem 79 frigoríficos dos quais 33 já estão habilitados - Segundo o MAPA, o Brasil tem 79 plantas frigoríficas com possibilidade de serem habilitadas para exportar para a China. Em visita no ano passado, técnicos chineses vistoriaram 11 frigoríficos. Desses, um foi reprovado e dez tiveram de fornecer informações adicionais. Agora, os chineses solicitaram ao Brasil a lista dos estabelecimentos autorizados a vender para a União Europeia, que totalizam 33. Além dessa lista, a comitiva brasileira levará dados sobre estabelecimentos inspecionados, mas que não são habilitados para a União Europeia; lista de produtores de suínos habilitados para outros mercados exigentes como Estados Unidos e Japão e produtores de bovinos, aves e asininos habilitados para outros mercados exigentes com exceção da União Europeia. Tereza Cristina tem como expectativa de viagem conversar com autoridades sanitárias da China sobre a habilitação de novos frigoríficos e fabricantes para exportação de carne suína, bovina, asinina (de burros) e de aves. Segundo o ministério, o Brasil tem 79 plantas de fornecedores com perspectiva de serem habilitadas para exportar para a China.


Exportações para países asiáticos - Durante a viagem à Ásia, a ministra vai discutir também com as autoridades japonesas a abertura de mercado para material genético, abacate, estabilizantes, extrato de carne e carnes bovinas. Na China, também haverá debate sobre exportação de produtos de organismos geneticamente modificados, suco de laranja, novas tecnologias, melão, status sanitário de produtos brasileiros e empresas de lácteos. Na visita, a ministra participará do Encontro de Ministros da Agricultura do G20, que ocorrerá em Niigata, Japão, no dia 11 de maio, e terá reuniões com autoridades de outros países, além da Ásia. Com o vice-ministro da Agricultura da Rússia, por exemplo, Tereza Cristina pretende tratar de soja, pescado, farinhas e trigo. No Vietnã e na Indonésia, a ideia é abrir a venda de bovinos vivos, farinha e melão.

O acordo EUA – China - Segundo dados do Comex Vis, órgão do Ministério da Economia, o Brasil mantém com os quatro parceiros comerciais uma pauta de exportação concentrada em produtos básicos como farelo de soja (China e Vietnã); trigo em grãos (Indonésia); carne de frango (Japão); algodão (Indonésia e Vietnã); café (Japão); farelo e óleo de soja (Indonésia). O eventual acordo suspenderia a guerra comercial iniciada no ano passado pelos dois países, porém, pode reduzir a compra de soja brasileira pela China, porque o acerto deverá derrubar a cobrança de tarifas nas exportações da soja norte-americana ao mercado chinês e, assim, afetar as exportações brasileiras. “As coisas nesse mercado não são simplistas e nem para amadores”, disse a Ministra da Agricultura. No primeiro trimestre de 2019, as vendas de farelo de soja do Brasil para China (US$ 4,75 bilhões) corresponderam a 9% do valor arrecadado com o total de exportações (US$ 52,6 bilhões). No período, de cada US$ 100 que o país captou com a venda do produto em todo o mundo, US$ 77,48 vieram da China.


Oportunidade de novos mercados para o Brasil - Além do armistício comercial entre americanos e chineses, o Brasil pode ser afetado com a chamada peste suína africana, um vírus que tem dizimado o rebanho de porcos da China, principal consumidora de carne suína do mundo. A morte dos porcos, alimentados com soja e milho, pode diminuir a demanda pelos produtos brasileiros. A redução do rebanho, por outro lado, tende a aumentar o preço da carne suína no mercado internacional e criar demanda para frigoríficos e fabricantes brasileiros. “É um mercado que se abre”, prevê a ministra. “O Brasil todo pode se beneficiar. O que nós temos que fazer é ir lá e garantir a qualidade de nossos produtos. Depois, tem toda relação comercial que não é o Ministério da Agricultura. Ai vai ser entre as empresas privadas brasileiras e os exportadores chineses”, disse.


Investimentos em infraestrutura no Brasil - Outra possibilidade da viagem é estimular empresários da China e do Japão quanto à possibilidade de investimento em obras de infraestrutura e logística para escoamento da produção agropecuária no Brasil. “Somos competitivos da porteira para dentro”, disse Tereza Cristina, que não vai levar nenhum projeto específico aos países orientais.


Os efeitos da peste suína na China – Os surtos de peste suína africana na China, que vêm reduzindo significativamente o plantel de suínos do país, vão resultar em maiores compras chinesas não só de carne suína, mas de outras proteínas. Isso vem impulsionando as ações das empresas de carne fora da China. A empresa norte-americana Tyson Foods subiu 40% desde o início deste ano e a JBS e sua subsidiária de carne de frango, Pilgrim's Pride, se valorizaram em cerca de 70%. A multinacional holandesa de serviços bancários Rabobank estima que a produção de suínos na China caia entre 25% e 35% neste ano. Isso significa uma redução de pelo menos 13 milhões de toneladas. Os chineses, que produziram e consumiram cerca de metade da carne suína mundial no ano passado, vão precisar recorrer a outras proteínas, principalmente frango. O USDA - Departamento de Agricultura dos Estados Unidos espera um crescimento de 70% nas importações chinesas de carne de frango. Apesar de não ser culturalmente comum, pode crescer também o consumo de carne bovina pelos chineses. Com isso, produtores da carne bovina nos Estados Unidos e Brasil, que têm uma vantagem no custo de produção em relação à China, poderão se manter no mercado chinês mesmo após o fim da crise causada pela doença.


A oportunidade para a carne de frango é de curto prazo - Como a produção dessa proteína é mais rápida que a de carne suína ou bovina, produtores chineses podem elevar a produção rapidamente. A JBS está em vantagem por ser uma produtora de diversas proteínas e por ser uma empresa brasileira, protegida das disputas tarifárias entre Estados Unidos e China.


Bolsonaro diz que polos de agricultura irrigada vão gerar emprego - Jair Bolsonaro comentou, em sua conta no Twiter, a portaria do Ministério do Desenvolvimento Regional estabelecendo os polos de agricultura irrigada. “Nova Portaria 1.082/19 do @mdregional_br gere os ‘polos de agricultura irrigada’ desenvolvendo e aumentando a produtividade. Foco é gerar emprego e renda, alavancar desenvolvimento dos setores produtivos, organizando esforços e investimentos”, escreveu o presidente. A portaria define polos de agricultura irrigada como aglomerados agrícolas irrigados onde a agricultura irrigada está presente e que tenha potencial de expansão, considerando, especialmente, disponibilidade de água e de solo. É necessário que exista organização social na área, com associação de irrigantes organizada. As lideranças locais trabalharão em parceria com entidades de ensino e pesquisa, empresas públicas e privadas, bancos de desenvolvimento, entre outros. Os grupos gestores de cada projeto de irrigação usará recursos próprios e parcerias públicas e privadas.


Polos de produção irrigada - Segundo o ministério, os polos de produção irrigada da Bacia do Rio Santa Maria (Rio Grande do Sul) e do Vale do Araguaia (Goiás) já realizaram a oficina de Planejamento Estratégico. O primeiro alcança cerca de 120 mil hectares nos municípios de Cacequi, Lavras do Sul, Dom Pedrito, Rosário do Sul, São Gabriel e Santana do Livramento. Já o segundo integra mais de 100 mil hectares nas cidades de Britânia, Jussara, Santa Fé e Montes Claros de Goiás. Em junho, será instalada a unidade da região de Cristalina, em Goiás. Até o fim do ano, há a previsão de que os polos do Oeste da Bahia e o de Sorriso, este em Mato Grosso, também entrem no processo.  (Agência Brasil)


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