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ÚLTIMAS NOTÍCIAS | Ano 12 | Edição 013


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"Nem todas as verdades são para todos os ouvidos, nem todas as mentiras podem ser reconhecidas como tais." (Umberto Eco)

Não demora muito para acreditar na própria mentira

É certo que olhar nos olhos do outro reduz a chance de ouvir uma mentira. Mas há também outra verdade sobre a mentira: a prática leva à perfeição. As pessoas são capazes de acreditar que as mentiras que contam são verdade depois de apenas 45 minutos. É o que garantem os experimentos idealizados pela equipe da professora Angela Gutchess, da Universidade Brandeis, nos EUA. Os pesquisadores usaram EEG - eletroencefalograma para monitorar a atividade cerebral de adultos jovens e idosos enquanto eles davam respostas verdadeiras e falsas em questionários. Depois de 45 minutos, eles eram novamente avaliados para verificar se lembravam das mentiras que haviam dado. O grupo mais velho, com idades entre 60 e 92 anos, mostrou-se significativamente mais propenso a aceitar como verdade uma mentira que haviam contado menos de uma hora antes, comparado ao grupo com idades entre 18 e 24 anos.


Os idosos são mais crentes - Embora a pesquisa seja diferente, este resultado é coerente com um estudo recente que mostrou que os idosos são mais propensos a acreditar em notícias falsas. "Os adultos mais velhos têm mais dificuldade em distinguir entre o que é real e o que não é real," afirmou a pesquisadora Laura Paige, acrescentando que os resultados sugerem que contar uma mentira embaralha a memória das pessoas mais velhas, de forma que elas têm mais dificuldade em recordar o que realmente aconteceu. Os dados dos EEGs revelaram que mentir envolve os processos cerebrais responsáveis pela memória de trabalho. Isso sugere que uma mentira pode se inserir na memória e se tornar tão real quanto a verdade. "Mentir altera a memória. Isso cria uma nova memória para algo que não aconteceu," disse ela. A pesquisa foi publicada na revista Brain and Cognition. (Diário da Saúde)


CVS articula venda da Onofre e saída do Brasil

A rede de farmácias CVS iniciou contatos com bancos de investimentos para viabilizar a venda da Onofre e encerrar operações no mercado brasileiro. A decisão estaria relacionada à falha na estratégia de crescimento orgânico da rede para enfrentar concorrentes gigantes do varejo farmacêutico nacional. Em fevereiro de 2013, a CVS anunciou a aquisição da Onofre com investimentos em torno de R$ 700 milhões. Agora, estaria disposta a se desfazer do negócio por um valor inferior. Enquanto o grupo CVS registra faturamento de US$ 194,8 bilhões e 10 mil lojas nos Estados Unidos, por aqui tem uma presença tímida. São apenas 51 pontos de venda, contra 44 de seis anos atrás. A RD – Raia Drogasil, maior rede do país, conta com 1,6 mil unidades. Além das dificuldades operacionais, a companhia trava uma disputa com a família Arede, fundadora da Onofre. O impasse foi levado à arbitragem em 2016. A CVS questionou os antigos proprietários por ter encontrado passivos trabalhistas e fiscais não listados na época das negociações.


A estratégia para a CVS crescer no Brasil não vingou - Na tentativa de reverter a situação no Brasil, há três anos o grupo teria trabalhado para adquirir o Grupo DPSP – Drogaria Pacheco São Paulo. Sem sucesso, no ano passado a Onofre decidiu priorizar a expansão das vendas pela internet. Em nível global, a CVS apresentou prejuízo líquido de US$ 596 milhões. No exercício anterior, havia obtido lucro. Especialistas ouvidos entendem que os negócios no Brasil não fazem sentido para os norte-americanos. “O mercado ficou muito surpreso com a entrada do grupo CVS. O varejo farmacêutico no Brasil movimenta cerca de US$ 20 bilhões, enquanto a CVS fatura quase US$ 200 bilhões sozinha”, comenta Sergio Mena Barreto, CEO da ABRAFARMA - Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias.


A consolidação do varejo farmacêutico - O processo de consolidação do varejo farmacêutico no Brasil começou pouco antes da chegada da CVS no Brasil. Em 2011, foram anunciadas duas importantes transações que criaram as duas líderes do setor: a RD- Raia Drogasil e a DPSP - Drogaria Pacheco-São Paulo. A rede de farmácias cearense Pague Menos atraiu o fundo General Atlantic ao negócio. O aporte ajudou a promover a expansão da rede para a região Sudeste, consolidando a companhia como terceira força do setor. O grupo Ultra comprou a paraense Extrafarma, que havia sido cortejada pela BR Pharma, em outubro de 2013. Agora, a companhia está ampliando a presença da marca pelo País, abrindo lojas dentro da rede de postos Ipiranga. O segmento, no entanto, não viveu só de êxitos. A BR Pharma, que pertencia ao banco BTG Pactual, tentou criar uma gigante ao adquirir companhias regionais. No entanto, o grupo teve dificuldades em várias operações e falhou na tentativa de integrar os diferentes negócios que adquiriu. Vendida pelo BTG por preço simbólico após bilionário prejuízo, a BR Pharma hoje está em recuperação judicial e é administrada pelo empresário Paulo Remy. (Jornal O Estado de S Paulo)


Sabin compra 17% da rede de clínicas Amparo

O Sabin, quinto maior laboratório de medicina diagnóstica do país, adquiriu 17% da Amparo, rede de clínicas de atendimento médico primário. Com a transação, o Sabin diversifica seu negócio que, até então, era focado principalmente em exames de análises clínicas. Esse movimento de diversificação também vem sendo feito pelo Fleury que, em dezembro, comprou por R$ 15 milhões a SantéCorp, uma consultoria que faz gestão de atendimento médico primário. (Jornal Valor Econômico)


Gedeon Richter expandindo no Brasil 

A Gedeon Richter, maior produtora de medicamentos hormonais da Europa e terceira maior indústria daquele continente na área de saúde da mulher, aposta no Brasil como plataforma de expansão e prevê submeter à ANVISA dez novos medicamentos nos próximos dois anos. De origem húngara, a indústria fabrica no Brasil o Postinor Uno (levonorgestrel), que é o primeiro contraceptivo de emergência do mercado. Popularizado como pílula do dia seguinte, o medicamento passou a ser comercializado no país em 1999, licenciado pelo laboratório Aché. Em 2014 passou a fazer parte do portfólio da Gedeon Richter, em sociedade com uma empresa brasileira. Neste ano, o laboratório comprou a parte societária brasileira e tornou-se uma subsidiária com matriz na Hungria.


O que diz o novo presidente Carlos Simões - “Com isso conseguimos ampliar o aporte de capital e já prevemos para o primeiro trimestre o lançamento de um medicamento para tratamento de menopausa, com venda no varejo. A projeção é entrar em 2020 com força de vendas na área de visitação médica”, ressalta Carlos Eduardo Simões, que acaba de assumir a presidência da companhia no Brasil. “Queremos trazer soluções para todas as fases de vida da mulher, desde a contracepção até a pós-menopausa”, complementa. Em nível global, a indústria reúne mais de 200 medicamentos no portfólio, incluindo alguns medicamentos biossimilares. (Panorama Farmacêutico)


Kraft Heinz quer vender marca de café

Em meio à crise mais grave desde a fusão entre a Kraft Foods e a Heinz em 2015, a Kraft Heinz procura um comprador para a marca de cafés Maxwell House, de acordo com a CNBC - Consumer News and Business Channel, canal de assinatura da NBCUniversal, dedicado a notícias de negócios. Segundo fontes do site, o banco Credit Suisse foi contratado para auxiliar a operação. Vendido em supermercados nos Estados Unidos, o Maxwell House, conhecido pelo slogan “bom até a última gota”, teve lucro de US$ 400 milhões antes de juros, impostos depreciação e amortização (Ebitda) em 2018. Especialistas calculam, a partir desta margem, que a venda pode valer 3 bilhões de dólares ao caixa da combalida gigante dos alimentos empacotados.


A crise da Kraft Heinz - Dona de marcas como Burger King e outras da gigante cervejeira Anheuser-Busch Inbev, a Kraft Heinz se vê em um ambiente muito diferente daquele que permitiu a criação de seu império em 2015. Cada vez mais, as empresas gigantes vêm perdendo espaço para empresas menores e mais inovadoras no meio alimentício. Na sexta-feira, 23, a Kraft Heinz apresentou resultados financeiros consideravelmente abaixo das expectativas do mercado. O prejuízo de US$ 25,4 bilhões no quarto trimestre de 2018 foi um dos responsáveis por uma queda de 28% nas ações listadas nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a companhia passa por uma investigação após ser  multada pela SEC -Securities and Exchange Commission, agência federal americana, responsável pela aplicação das leis sobre os títulos das bolsas de valores americanas, em US$ 25 milhões por não ter declarado custos com ingredientes e outras despesas no balanço. Para piorar, a empresa disse esperar resultados fracos novamente em 2019. A empresa espera diminuir a alavancagem para 3 vezes o Ebitda – atualmente, analistas baseiam suas leituras em quatro vezes.


Perdas dos acionistas - Como resultado, a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, perdeu mais de US$ 4 bilhões em apenas um dia. A Kraft é uma das maiores participações da carteira de Buffett, atrás da Apple, alguns bancos e a Coca-Cola. (Blog Fusões & Aquisições)


Jari Celulose busca sócio

A Jari Celulose, controlada pelo empresário Sérgio Amoroso, está em negociações com investidores para vender uma parte ou totalidade de seu negócio. Instalada na região amazônica, entre os estados do Amapá e do Pará, a fábrica da Jari acumula dívidas de R$ 1,2 bilhão. A entrada de um sócio é vital para manter as operações da companhia, especializada em celulose solúvel, usada para a produção de viscose. Com o aumento do preço da celulose no mercado internacional e o movimento de consolidação do setor, que ganhou força após a fusão entre Suzano e Fibria, os acionistas da Jari Celulose começaram a se articular para buscar um sócio para o negócio e evitar uma recuperação judicial, segundo  fontes próximas às negociações. No fim de 2018, a empresa contratou os bancos BTG Pactual e o Bradesco BBI para procurar investidores.


A expectativa dos proprietários - Os donos, Amoroso, com 75% e o empresário Jorge Henriques, com os restantes 25%, estão abertos à entrada de um sócio ou à venda de todo o projeto industrial. Grupos asiáticos estariam interessados, entre eles a RGE - Royal Golden Eagle, que já tem uma unidade de celulose solúvel no Brasil. Em janeiro, os bancos começaram a receber propostas não vinculantes. As propostas firmes deverão ser analisadas nos próximos 90 dias. A expectativa dos sócios é levantar entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,5 bilhão com a venda da Jari. O presidente da companhia, Patrick Nogueira, confirmou que os controladores estão conversando com um investidor.


O projeto Jari - Idealizado pelo americano Daniel Keith Ludwig, o projeto Jari começou a sair do papel no fim dos anos 1960. O bilionário mandou construir uma fábrica de celulose no Japão, transportada por meio de barcaças até as margens do rio Jari. Instalada em uma área de mais de 1 milhão de hectares, a fábrica inclui uma ferrovia, um terminal portuário e florestas de eucaliptos. Por causa da localização, no entanto, a viabilidade econômica do projeto é questionada. O empresário deixou o País no início dos anos 1980, após vender a Jari com prejuízo. O projeto mudou de mãos algumas vezes antes de ser adquirida por Sérgio Amoroso, que era dono do grupo Orsa, no início dos anos 2000. O empresário comprou a empresa por um valor simbólico e assumiu as dívidas, que à época já eram de US$ 400 milhões.


Histórico recente - Em 2012, Amoroso vendeu a Jari Celulose e Papel, de embalagens, para o grupo International Paper. O valor do negócio foi de R$ 1,27 bilhão. A companhia, porém, tinha seis fábricas, não estando concentrada na região amazônica. Em 2016, após novos investimentos, a Jari converteu a unidade de celulose tradicional para solúvel, que é destinado à produção de viscose e toda a produção voltada para exportação, sobretudo ao mercado chinês. A Jari produz em sua planta 250 mil toneladas por ano de celulose solúvel e fatura cerca de R$ 700 milhões. As dívidas estão nas mãos do BNDES, Banco do Brasil e bancos privados, entre eles o Bradesco. O atual projeto comporta um aumento de 20% da produção e há possibilidade de criação de uma nova linha de celulose para outras 750 mil toneladas.


Dificuldade - Uma das maiores dificuldades para a entrada de um sócio é a localização em plena floresta amazônica. A venda do pacote completo do projeto Jari é considerada complexa. Instalada no meio da floresta, a área agrícola e florestal da companhia não pode ser repassada a investidores estrangeiros, uma vez que o País impõe restrições para aquisição de terras por grupos internacionais. Há discussões para a venda da área industrial e de ativos florestais, sem incluir as terras. Os atuais controladores ficariam como proprietários da área florestal e poderiam diluir suas participações. Do total de 1 milhão de hectares sob a gestão do grupo, somente 120 mil hectares são ocupadas por florestas de eucalipto que constituem a matéria-prima para o projeto industrial.  (Jornal O Estado de S. Paulo)


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