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ÚLTIMAS NOTÍCIAS | Ano 11 | Edição 046


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“Só há um que é todo-poderoso, e sua grande arma é o amor.(Stan Lee)


Sancionada a validade nacional dos remédios

O Diário Oficial do último dia 9, confirmou a sanção da Lei nº 13.732 pelo Presidente da República Michel Temer. Com a decisão, o receituário de medicamentos passará a ter validade em todo o território nacional a partir de 8 de fevereiro de 2019. A medida também abrange remédios controlados e sujeitos a controle sanitário especial, que não estavam contemplados na redação original aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto foi alterado pelo PL 5254/2013 e, em junho deste ano, foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal. A relatora da proposta foi a senadora Ana Amélia, que foi candidata a vice-presidente nas últimas eleições. O objetivo da nova lei é possibilitar que todos os brasileiros possam adquirir medicamentos, principalmente os de uso contínuo, não importa onde estejam. “E as farmácias já mantêm controle rigoroso e exigem a receita médica e os documentos do paciente que vai utilizar a medicação”, ressaltou a senadora.


Remédio para doença celíaca a caminho

Cientistas da Universidade de Viena, na Áustria, desenvolveram um medicamento capaz de aliviar ou mesmo eliminar completamente os sintomas da doença celíaca, que se expressa como uma hipersensibilidade ao glúten, uma proteína encontrada em cereais como trigo, cevada e centeio. Embora esforços já estejam sendo feitos para tratar a doença celíaca, os medicamentos propostos interferem com o sistema imunológico. Portanto, os possíveis efeitos colaterais devem ser examinados com muito cuidado. Embora os estudos clínicos iniciais estejam em andamento, eles não levarão a um produto comercializável nos próximos anos. Por essa razão, a equipe do professor Oliver Spadiut adotou uma abordagem totalmente diferente.


Em vez de desenvolver uma droga que interfira com o sistema imunológico, eles criaram um produto médico simples que ataca diretamente as moléculas do glúten para torná-las inofensivas ao organismo das pessoas sensíveis à substância. Isso torna o processo de aprovação do novo medicamento muito mais simples, o que significa que o produto deverá estar disponível nas farmácias em dois ou três anos.


Usando a biotecnologia - "Nossos corpos produzem anticorpos que se encaixam precisamente nos antígenos invasores, assim como uma chave em uma fechadura. Essa resposta imune torna esses antígenos inofensivos," explica Spadiut. "Se um novo fragmento de anticorpo é encontrado e produzido, vindo a se ligar à molécula de glúten invasora, bloqueando-a sem ativar o sistema imunológico, os sintomas da doença celíaca podem ser suprimidos." Para fazer isso, a equipe reprogramou geneticamente algumas bactérias para que elas produzam exatamente o fragmento de anticorpo desejado. "Isso demorou um bocado de tempo, mas agora desenvolvemos um processo que pode ser facilmente reproduzido, pode ser ampliado para aplicação industrial e oferece um rendimento muito bom do produto desejado," disse o pesquisador. O projeto foi financiado pela SCIOTEC Diagnostic Technologies GmbH, que agora cuidará de colocar o novo medicamento no mercado. (Diário da Saúde)


Porto Digital na saúde

A Neurotech e a PickCells, empresas pertencentes ao Porto Digital, pólo tecnológico de Pernambuco, se uniram para fortalecer seus negócios na área de medicina diagnóstica com uso de inteligência artificial. Juntas, as empresas vão comercializar um sistema de imagens de raios-X, ressonâncias magnéticas e tomografias serão analisadas eletronicamente, em vez de precisar que médicos as verifiquem contra a luz. “Há uma grande demanda por esses serviços, seja por conta do elevado volume de exames a ser realizados, seja pela falta da infraestrutura necessária para a realização de laudos médicos a partir da análise de imagens”, diz Adrian Arnaud, sócio da Neurotech. (Portal Fusões & Aquisições - Hugo Cilo)


Startups brasileiras faturam menos de 500 mil reais

A maioria das startups brasileiras (78%) faturaram menos de 500 mil reais nos últimos 12 meses e apenas 16,6% superou a faixa de R$ 1 milhão. Essas constatações fazem parte do Mapa das Fintechs Brasileiras, elaborado pelo Cartão Visa, a partir de informações de mais de 230 inscritas no Programa de Aceleração Visa 2018. Segundo o estudo, apenas uma em cada cinco fintechs brasileiras (22%) recebeu investimentos do tipo anjo ou de venture capital desde sua fundação. Dessas fintechs que receberam aportes financeiros, 55,4% captaram até R$ 500 mil, 17% entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, outros 17% entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, e, por fim, 10,6% obtiveram mais de R$ 2 milhões. O tempo médio entre a negociação e o aporte para 63% das fintechs entrevistadas foi de até seis meses.


Desafios - Percival Jatobá, vice-presidente do cartão Visa do Brasil diz que os dados reforçam a importância de se criar oportunidades para o desenvolvimento de novos negócios com esses empreendedores, razão pela qual o cartão lançou recentemente um programa que vai possibilitar as startups da região acessarem as capacidades disponíveis na VisaNet para alavancar seus negócios com mais agilidade e em tempo menor. O estudo do Visa questionou os empreendedores sobre os principais entraves ao crescimento das fintechs no país. A regulação figura como o maior obstáculo para 20,2% dos empreendedores que atuam com fintechs. A falta de capacidade de entendimento do mercado para inovações na área financeira vem logo na sequência, com 18,4% dos entrevistados apontando a resistência a novas tecnologias e a serviços como o principal desafio à expansão de seus negócios. Os outros desafios mais citados foram a concorrência, com 13,4%, o desenvolvimento próprio da startup, com 11,7%, e a burocracia das grandes empresas, com 10,6%. A captação de investimentos aparece na sétima posição entre os grandes obstáculos, com 8,4%.


Distribuição das fintechs - O Mapa das Fintechs Brasileiras traz ainda informações sobre a distribuição geográfica das startups, com São Paulo concentrando 55% das empresas, seguido por Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, respectivamente, com 8% e 7,2% do total. E também sobre as áreas de atuação das fintechs, majoritariamente focadas em negócios B2B (53,7%) e nos segmentos de transações financeiras e pagamentos (13,6%), crédito (13,2%) e gestão financeira, com 11,5%. (Blog Fusões & Aquisições)


O presidente e a Amazônia

As eleições presidenciais trouxeram debates e polêmicas sobre ocupação e preservação da Amazônia. Visões alarmistas denunciaram a iminente devastação florestal, o abandono das políticas de conservação e a agropecuária como vetor de devastação. Até o inglês The Economist vaticinou sobre o tema. Qual a situação efetiva da proteção e da preservação da vegetação nativa no bioma Amazônia? Qual o papel das políticas públicas na manutenção das florestas? Qual a parte do mundo rural na preservação? Pesquisa recente da EMBRAPA traz respostas objetivas a essas indagações e aponta o real desafio amazônico do novo Presidente da República.


Proteção da vegetação nativa - No Brasil, o bioma Amazônia ocupa cerca de 4,2 milhões de quilômetros quadrados, praticamente a metade do país (49,4%). Ele engloba Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, além de parte do Mato Grosso, Maranhão e Tocantins. As Unidades de Conservação de Proteção Integral, como Estações Ecológicas e Parques Nacionais, são 204 no bioma Amazônia e totalizam uma área superior a 76 milhões de hectares. Elas recobrem 18% do bioma, excluem a presença humana e não admitem qualquer atividade produtiva. RESEX - Reservas Extrativistas e RDS - Reservas de Desenvolvimento Sustentável não fazem parte do conjunto de proteção integral. Também há 330 Terras Indígenas legalmente atribuídas no bioma Amazônia, sob a gestão da FUNAI. Elas totalizam quase 107 milhões de hectares e recobrem 25,4% do bioma. Existem sobreposições entre as 534 áreas atribuídas a meio ambiente e povos indígenas. Descontadas as sobreposições, elas totalizam 171,5 milhões de hectares de áreas protegidas e 40,8% do bioma. As áreas militares, cadastradas com florestas nacionais, totalizam cerca de 2,7 milhões de hectares e 0,6% do bioma Amazônia. No total, unidades de conservação integral, terras indígenas e áreas militares protegem hoje 174,2 milhões de hectares ou 41,4% do bioma.


Preservação da vegetação nativa - Até o advento do CAR - Cadastro Ambiental Rural, a contribuição dos agricultores, pecuaristas e extrativistas à preservação ambiental na Amazônia era subestimada e pouco conhecida. Criado e exigido pelo Código Florestal (Lei 12.651/12), esse registro eletrônico obrigatório tornou-se um relevante instrumento de planejamento agrícola e socioambiental. Até agosto de 2018, no bioma Amazônia, registraram-se no CAR mais de 468.000 imóveis rurais, incluindo RESEX e RDS. A Embrapa Territorial analisou esse bigdata geocodificado. E mapeou em detalhe a área dedicada à preservação da vegetação nativa em terras extrativistas e de agropecuária, em cada imóvel rural, município, microrregião, estado e no bioma (https://www.embrapa.br/car). Uma área total de 103,1 milhões de hectares está dedicada à preservação da vegetação nativa pelo mundo rural. Isso corresponde a 24,6% do bioma Amazônia e a 64% da área dos imóveis. Ou seja, o mundo rural preserva, em meio às suas atividades produtivas, um quarto do bioma Amazônia e dois terços de seus imóveis.


Bioma protegido e preservado - As 534 áreas de proteção mais estrita, constituídas pelas unidades de conservação integral e terras indígenas, totalizam 171,5 milhões de hectares e alcançam 40,8% do bioma Amazônia. Com as áreas militares essa porcentagem chega a 41,4%. Em mais de 468.000 imóveis rurais, pelos dados do CAR, as áreas dedicadas à preservação da vegetação nativa totalizam 103,1 milhões de hectares ou 24,6% do bioma. O total de áreas legalmente protegidas e preservadas, devida e detalhadamente mapeadas, é de 277,3 milhões de hectares, 66,1% ou dois terços da Amazônia. Para o mundo rural e para os órgãos governamentais, isso implica num grande custo operacional e patrimonial, ainda por calcular. Sem descontar áreas urbanas e de mineração, cuja dimensão é muito pequena em relação ao total da região, existem ainda cerca de 83,8 milhões de hectares passíveis de ocupação no bioma Amazônia. Em sua maioria, são áreas inundáveis, superfícies hídricas do rio Amazonas e terras pouco propícias ao extrativismo e à agropecuária, sem acesso logístico. Em boa parte, trata-se de terras devolutas.


Nenhum país tem área de preservação maior que o Brasil - Mesmo diante da hipótese muito pouco provável de uma futura ocupação integral dessas áreas pelo mundo rural, o Código Florestal já impõe o limite de 20% para uso e exploração (desmatamento legal). A área de reserva legal prevista para a vegetação nativa é de 80%. Assim, cerca de adicionais 67 milhões de hectares, ou 16% da região, já estão previa e legalmente destinados à preservação, por exigência do Código Florestal. O país já abriu mão de explorar e usar 82% do bioma Amazônia, com todas essas áreas legalmente destinadas à proteção e à preservação da vegetação nativa. Uma área maior do que a Índia! Esse fato precisa ser melhor conhecido e reconhecido. Qual país de mundo dedica 3,5 milhões de quilômetros quadrados à preservação? Tente alguém propor essa área em preservação aos Estados Unidos, Canadá, Rússia ou China. A proteção ambiental da Amazônia é um exemplo sem equivalente no planeta, em valores absolutos e relativos, atestados por documentos internacionais - IUCN, 2016 - Protected Planet Reports.


O desafio do Presidente - Não é criar mais áreas de conservação, mas, sim, fazer cumprir o Código Florestal e garantir a gestão das áreas já atribuídas, públicas e privadas. E encontrar meios de cobrar dos beneficiários, urbe et orbi, pelos serviços ambientais da preservação da Amazônia. Manter a integridade desse imenso patrimônio natural, sobretudo face a atividades ilegais, exige mais recursos e menos alarme. (Jornal O Estado de S Paulo - Evaristo de Miranda, da EMBRAPA Territorial)


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