Aplicar-se - também - à áreas diferentes de sua formação e experiência não é sinônimo de mais chance


É cada vez mais comum a existência de algorítimos nos processos seletivos - o que não garante a interpretação correta - descartando candidatos com competências e habilidades advindas de outras áreas de formação e adequadas às posições publicadas.

É cada vez mais comum a existência de filtros e algorítimos nos processos de seleção - o que não garante a interpretação correta de informações curriculares - descartando candidatos com competências e habilidades advindas de outras áreas de formação e adequadas às posições publicadas.


(Campinas, SP) Levantamento realizado pelo site Catho mostra crescimento no número de profissionais que procuram por vagas fora da sua área de atuação. Entre 2015 e 2016, passou de 9% para 11% o percentual de candidatos que se ofereceram a postos em outras áreas. Já a fatia de profissionais que enviam o currículo tanto para vagas dentro quanto fora de seu ramo original cresceu de 63% para 69%. O percentual de trabalhadores que querem vagas somente dentro de sua área de atuação, por sua vez, caiu de 28% para 20%.


De acordo com Rodrigo N. Ferraz, Consultor Sênior em capital humano e empregabilidade da Upbeat Consulting, a tendência de flexibilidade apurada pela pesquisa aponta, por outro lado, para o excedente de profissionais nos processos de seleção fazendo com que os responsáveis pelas áreas de recrutamento tornem-se ainda mais criteriosos em seus filtros na busca dos candidatos mais alinhados às vagas ofertadas. "Na visão de muitos candidatos, a flexibilidade em aplicarem-se à oportunidades parcialmente alinhadas às suas áreas profissionais originais - aumentando assim os disparos de seus currículos e, consequentemente, o seu número de candidaturas - leva à falsa sensação de produtividade em sua busca por novo emprego. O revés disso é a tendência deles a sentirem-se ainda mais ansiosos à espera de feedback e aos convites de entrevista, uma vez que o seu raciocínio é de que quanto mais currículos disparados, maiores serão as suas chances", declara o consultor.


A decisão por candidaturas fora da área de formação e experiências deve ser ponderada e criteriosa: é cada vez mais comum nas empresas, para garantir a produtividade nos processos de seleção a adoção de sistemas automatizados (Applicant Tracking Systems, ou ATS) que lêem e separam os CVs através de algorítimos sem a interferência humana. "Estes sistemas não tem a sensibilidade necessária para interpretar o conteúdo dos currículos resultando em descartes, embora o profissional possa apresentar competências e capacitações alinhadas à vaga, mesmo que obtidas através de outros caminhos que não aqueles originalmente publicados através do descritivo de posição anunciado", Rodrigo acrescenta.


"Uma solução viável, atrativa e mais adequada, no caso de candidatos que desejam aumentar de forma significativa as suas chances de entrevistas e de acesso às oportunidades de emprego (e que, igualmente, desejam diminuir ansiedade e obter maior produtividade e resultados no momento de recolocação) é não limitar-se a responder para vagas "abertas" apostando, através de networking, em acessos qualificados (e independentes da existência de oportunidades divulgadas) junto à quem realmente decide pela contratação, não necessariamente alocado no departamento de RH e sim na área que está requisitando os profissionais", o consultor complementa.


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